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Pronampe: micro e pequenas empresas poderão ter direito a mais uma rodada de empréstimos

Nova rodada do Pronampe foi aprovada no Senado e segue para votação na Câmara

21 Nov 2020 às 10:46
Roberto Freire l Folha GO
Pronampe: Micro e pequenas empresas poderão ter direito a mais uma rodada de empréstimos (imagem: divulgação/

Aprovado na última quarta (18/11) no Senado, o projeto que autoriza a continuidade do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).


Se virar lei, o programa dará continuidade ao beneficiamento de empresas através da concessão de empréstimos com juros mais baixos para ajudar os empreendedores a superar a crise.


Pronampe: Micro e pequenas empresas poderão ter direito a mais uma rodada de empréstimos 

Pronampe: Micro e pequenas empresas poderão ter direito a mais uma rodada de empréstimos (imagem: divulgação/G1)

Veja também: cadastro positivo tende a auxiliar aprovação de cartão e empréstimo.


O que é Pronampe?

 

1 O que é Pronampe?

1.1 Quem tem direito ao Pronampe?

1.2 Quais as regras e valor dos empréstimos?

1.3 Garantia de financiamento

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Pequenas Porte é um programa do governo federal criado ainda este ano, por meio da lei 13.999, para o enfrentamento à crise financeira ocasionado pela pandemia.


Seu principal objetivo é financiar o desenvolvimento e fortalecimento de pequenos negócios.

 

Com o recurso, as empresas poderão destiná-lo ao capital de giro, para adquirir insumos, máquinas, equipamentos ou realizar o pagamento de funcionários e de despesas relacionadas ao funcionamento do negócio.


O prazo para o pagamento das parcelas do financiamento advindas desse programa é de 36 meses.


Quem tem direito ao Pronampe?


De acordo com a lei, microempresas que tenham um faturamento anual de até R$ 360 mil por ano ou empresas de pequeno porte com faturamento que varia de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões, podem aderir ao programa.


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Quais as regras e valor dos empréstimos?


Atendendo aos requisitos da lei, qualquer microempresa e empresa de pequeno porte terá acesso a financiamentos que podem ser pagos em até 36 meses.


O valor do empréstimo é de 30% da receita bruta da empresa no ano passado. Entretanto, há uma limitação de valores que não podem ser superiores a R$ 108 mil para microempresas e R$ 1,4 milhão para empresas de pequeno porte.


Se a empresa é nova, a regra de contabilização do valor é diferenciada. Em primeiro lugar, o cálculo pode ser feito sobre 50% do capital social. Também há a opção do cálculo se dar sobre 30% da média do faturamento mensal, que será multiplicada por 12.


Para profissionais liberais, o valor do empréstimo não pode ser superior a R$ 100 mil e para eles há a possibilidade de começar o pagamento somente após 8 meses da formalização.


Garantia de financiamento


De acordo com a lei, o financiamento será garantido pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO). Trata-se de um fundo privado que tem como objetivo assegurar operações que envolvam o acesso ao crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores individuais e a micro e pequenas empresas.


Apesar de privado, o governo fez aportes a esse fundo. Na primeira rodada, foram inseridos R$ 15,9 bilhões e na segunda, R$ 12 bilhões.


Podem realizar o financiamento, os bancos, cooperativas de crédito, instituições integrantes do sistema de pagamento brasileiro, fintechs e instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Com a aprovação do Senado, o texto vai para a Câmara dos Deputados. Se aprovado, será iniciada uma terceira rodada de financiamentos.



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