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Deputado nega crime e vê choro de derrotado em MT: "quero que investiguem"

Nininho foi acusado por NIlson Leitão de financiar a campanha de Carlos Fávaro ao Senado

08 Jan 2021 às 23:20
Folha Max - DIEGO FREDERICI
Foto: Divulgação

O empresário e deputado estadual de Mato Grosso, Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PSD), rebateu uma acusação feita pelo ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que disse que o parlamentar estaria utilizando sua influência para conseguir obras para suas empresas. Leitão relatou o suposto esquema ao Procurador Regional Eleitoral, Erich Raphael Masson, que determinou a instauração de uma notícia de fato (investigação preliminar) para apurar o caso no dia 29 de outubro de 2020.


Nininho declarou a jornalistas nesta sexta-feira (8) que o ex-deputado federal, candidato ao Senado na eleição suplementar em Mato Grosso no ano de 2020, não se “conformou” com duas derrotas seguidas em disputa ao cargo – em 2018, e no ano passado, quando ficou em terceiro lugar. O pleito foi vencido por Carlos Fávaro (PSD), que teria se beneficiado de recursos financeiros, e de influência política, de Nininho, do empresário Eraí Maggi, e também do governador Mauro Mendes (DEM), aliado de Fávaro na disputa.

“Há pessoas que perderam seu espaço politicamente e acham que acusando alguém como financiador de campanha, que houve dinheiro, que seria o motivo da derrota. Mas o motivo da derrota é que já foi muito mal votado na eleição em 2018, e isso comprovou agora, novamente, que a sociedade o rejeitou nas urnas”, disparou Nininho.

Na sequência ele fez um “desafio” à Procuradoria-Regional Eleitoral “para ver se tem algo ilícito”. “Então acho que essa acusação eu fico muito surpreso e da minha parte eu quero que continue que investigue. Minha vida tá muito diferente do que talvez alguns órgãos estão entendendo, alguns órgãos de controle. Fiscalizar, eu quero que fiscalize, que ‘vira minha vida pro ar’, pra ver se tem algo ilícito”, declarou o deputado estadual.

De acordo com a notícia-crime de Nilson Leitão, forças políticas e econômicas de Mato Grosso se formaram em torno de Carlos Fávaro para viabilizar sua vitória ao Senado em 2020. Ele obteve 371.857 votos.

“De acordo com o que foi relatado pelo candidato, o Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, está fazendo uso de influência política e econômica (destinação de recursos, obras etc.) sobre prefeitos do interior em troca de apoio ao candidato do Senado Carlos Henrique Baqueta Fávaro [...] Além disso, declarou que o deputado Ondanir Bortolini, o Nininho, e Eraí Maggi têm financiado campanhas, com muito dinheiro, e auxiliado na compra de apoio”, diz trecho da notícia-crime.

COVARDIA

No início de dezembro de 2020, Nininho foi alvo da operação “Chapéu de Palha”, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos deputados estaduais, além de outros suspeitos. As diligências foram deflagradas pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de pagamentos de propinas a servidores e gestores públicos, além de empresários, para direcionar licitações.

Nininho comentou sobre a operação na conversa com jornalistas nesta sexta-feira. Ele se mostrou “irresignado” por ser alvo da "Chapéu de Palha", informou que irá “buscar seus direitos”, e ainda declarou que os políticos precisam “largar de ser covardes”, e denunciar abusos de autoridade, num recado aos órgãos de polícia e investigação.

“Teve buscas. Eles estavam buscando e eu estava lá no Palácio de tanto que me preocupou. Porque não tem nada. Com relação aquilo, vou buscar meu direito porque existe hoje uma Lei de Abuso de Poder. Nós temos que largar de ser covarde como político e buscar o nosso direito porque isso tá chegando a um extremo, que tá fazendo com que as pessoas de bem, que não tiver pulso, desistam da política”. 


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