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Dilmar cita 'boa-fé' e oferece fazenda de R$ 7,8 mi como caução

MPE acionou o parlamentar e pediu bloqueio de R$ 5,1 milhões; ação ainda não foi apreciada

26 Mai 2021 às 20:22
Thaiza Assunção l Midia News

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) ofereceu uma fazenda avaliada em R$ 7,8 milhões como caução na ação que o investiga po participar de um esquema para embaraçar a licitação do transporte intermunicipal em Mato Grosso.

 


A fazenda, denominada “Carlito”, tem área total de 2.577,4 hectares e está localizado no Município de Campos de Júlio.

 

Dilmar e outras 13 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) na última segunda-feira (24) por ato de improbidade administrativa, dano ao erário e enriquecimento ilícito. 

 

A ação, assinada pelo promotor de Justiça Ezequiel Borges de Campos, é um desdobramento do esquema investigado pela Operação Rota Final, cuja primeira etapa foi deflagrada em 2018.

 

A denúncia ainda não foi apreciada pela Justiça, ou seja, o deputado estadual ainda nem é réu na ação.

 

O parlamentar resolveu se adiantar citando sua "boa-fé" e para evitar que suas contas e outros bens sejam bloqueados caso a Justiça acate a denúncia.

 

No total, o MPE pede o bloqueio de R$ 5,1 milhões do deputado estadual.

 

No requerimento, a defesa de Dilmar disse que ele tomou conhecimento da ação por meio da imprensa.

 

Ressaltou que ele ainda não foi formalmente citado ou intimado para se manifestar nos autos.

 

“No entanto na remota hipótese de deferimento da limar de bloqueio de bens e face do Requerido Dilmar Dal Bosco, o Requerido como prova de sua boa - fé e intenção em provar sua inocência e não fugir do processo, oferece a este juízo um bem imóvel de sua propriedade que tem valor avaliado em mais de R $ 7.835.000,00”, diz trecho do requerimento.

 

A denúncia 

 

Além de Dilmar Dal'Bosco, também foram citados o ex-deputado Pedro Satélile e o filho dele, Andrigo Gaspar Wiegert, o ex-servidor do TCE Raphael Vargas Licciard e os empresários Eder Augusto Pinheiro, Júlio César Sales Lima, Max Willian de Barros Lima, José Eduardo Pena, Edson Angelo Gardenal Cabrera, Paulo Humberto Naves Gonçalves, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima Filho, Luis Gustavo Lima Vasconcelos e Daniel Pereira Machado Júnior.

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As empresas Verde Transportes Ltda, Empresa de Transporte Andorinha S/A, Viação Xavante Ltda, Viação Motta Ltda e Viação Juína Transportes Eirelli também constam como acionadas.

 

No total,  a ação pede o bloqueio de R$ 32,4 milhões.

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