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Enfermagem trabalha em “condições inadequadas” em MT, diz Coren; duas profissionais em Colíder (MT) foram vítimas da covid-19

Em Colíder (MT), há 645 KM de Cuiabá, duas profissionais da saúde que se dedicavam no tratamento dos pacientes foram vítimas do coronavírus

10 Set 2020 às 11:28
Claudemir Gonçalves de Lima l Alto Norte
Foto: Montagem/Colidernews
Segundo divulgação do Observatório de Enfermagem ligado ao COFEN (Conselho Federal de Enfermagem), há 38.110 profissionais da enfermagem contaminados pelo novo coronavírus e já foi registrado um total de 396 óbitos no Brasil.

Os profissionais de enfermagem, enfermeiros e técnicos, estão na linha de frente no combate da pandemia do novo coronavírus. O contato direto com os pacientes coloca o profissional de saúde em riscos constantes de contaminação. Essa constatação têm sido objeto de debates e ações por parte do COREN/MT(Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso), órgão responsável pela fiscalização do exercício profissional da categoria.

Os profissionais de enfermagem, enfermeiros e técnicos, estão na linha de frente no combate da pandemia do novo coronavírus. O contato direto com os pacientes coloca o profissional de saúde em riscos constantes de contaminação. Essa constatação têm sido objeto de debates e ações por parte do COREN/MT(Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso), órgão responsável pela fiscalização do exercício profissional da categoria.Em Mato Grosso, já são 31 mortes de profissionais da enfermagem. 

O Estado já ocupa o terceiro lugar em número de perdas de profissionais da enfermagem pela covid-19, informa o Prof° Antônio César Ribeiro, presidente do COREN/MT. Para Antônio Ribeiro, as condições de trabalho para os profissionais da saúde “historicamente” em Mato Grosso “nunca foram adequadas” e teriam sido piores até o momento, senão fosse o acompanhamento feito pela instituição.Em Colíder (MT), há 645KM de Cuiabá, duas profissionais da saúde que se dedicavam no tratamento dos pacientes foram vítimas do coronavírus. 

Rosilei Adriane Rech (51), atuava há nove anos no Hospital Regional de Colíder (MT), chegou a postar foto em rede social com EPI (Equipamento Individual de Trabalho) e era motivada no que fazia; contraiu a covid-19 e veio a falecer no dia 04 de julho por agravamento da infecção.Luzenira Batista da Silva (41) faleceu recentemente na quarta-feira (02/09) em decorrência das complicações da doença; a enfermeira tinha entrado há 02 meses para trabalhar no Hospital Regional de Colíder (HRCol) e deixou um filho pequeno.Rosilei Adriane Rech (51) e Luzenira Batista da Silva (41), profissionais da saúde de Colíder (MT), vítimas da covid-19.

“Suspendemos todas as atividades de fiscalização de rotina e passamos a forcar exclusivamente na fiscalização das unidades de saúde referencias nos atendimentos da covid-19, no sentido de avaliar, fiscalizar, orienta, notificar as condições de trabalho relativas ao ambiente de trabalho que pudesse proporcionar maior segurança aos trabalhadores da área”, informa Antônio César Ribeiro.Diante da exposição do profissional da saúde ao risco de contaminação e a condições inadequadas de trabalho, o Conselho se posiciona no sentido orientativo, mas também pode notificar. 

“Cabe ao Conselho, para cada situação inadequada, notificar, não cumprindo a notificação, nós temos o recurso das ações civis públicas, através do Ministério Público Federal e é o que o Conselho tem feito incansavelmente desde o início da pandemia“, afirma.Referindo-se a possibilidade de novo concurso público para atender a demanda de profissionais da saúde em Mato Grosso, o presidente do COREN entende que o processo dos trâmites de licitação e liberação são demorados enquanto que a situação exige ações constantes.

“O que nós esperávamos das instituições é que olhassem um pouco mais para o trabalho da enfermagem com um pouco mais de respeito, que garantissem a segurança oferecendo mais segurança de trabalho; equipamentos de proteção adequada em qualidade suficiente; repouso entre as jornadas adequadas e principalmente dimensionamento de pessoal adequado que significa dizer colocar números de profissionais suficientes para dar conta de cuidar dos números de pacientes internados sem que se desgastem tanto fisicamente além do desgaste emocional que é natural nessa situação”, pontua Antônio César Ribeiro.

Como órgão de fiscalização do exercício da categoria, o COREN/MT reforça ainda um sentimento de solidariedade aos profissionais da enfermagem neste momento. O presidente do COREN enfatiza que têm atendido todas as reclamações feitas até então e que a instituição está aberta para receber possíveis novas denúncias.

O Coren disponibiliza o contato da Ouvidoria para denúncias e dúvidas que é o (65) 3623-4075 ou pelo email corensnp@coren-mt.com.br . A Sede do COREN em Sinop (MT) está localizada na Ruas das Castanheiras, Nº 1001, Ed. Classic Center, Sala 307 – Setor Comercial.

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