O advogado Eduardo Rodrigo da Silva, preso na manhã desta quarta (28) em Sinop (480 km de Cuiabá) acusado de receptação, alegou que a Toyota SW4 com sinais de adulteração e com queixa de roubo/furto registrado no Rio Janeiro seria para seu irmão e não para ele.
Ele foi liberado na ultima quinta-feira após pagar fiança de R$ 11 mil.
No depoimento ao delegado da Derf Ugo Ângelo Reck de Mendonça, Eduardo afirmou que fazia um favor ao irmão, o também advogado Adriano José da Silva, que lhe pediu para que recebesse o carro em Sinop, já que o caminhão cegonha só chegaria até a cidade e não a Juína, onde Adriano mora.
Eduardo disse que não sabia de nada a respeito da SW4 ou da negociação feita entre Adriano e o cliente e que seu irmão somente tinha lhe informado que o veículo era fruto do pagamento de honorários desse cliente. Então, ele aceitou em receber o carro em Sinop.
Antes da chegada, ele já conversava com o motorista do caminhão cegonha, Raul dos Santos Neto, para combinar data, horário e local do recebimento. No dia, o motorista atrasou, já que tinha sido preso pela Polícia.
Após o depoimento de Raul, a Polícia seguiu até o local combinado e realizou a prisão em flagrante de Eduardo. Ele estava no local com a mulher e filhos e foi conduzido sem algemas até a delegacia.
No depoimento do motorista, ele afirma que Eduardo seria o comprador do Toyota, pois o contrato de prestação de serviço de transporte feito com a empresa Mancha Transportes, para qual ele estava prestando serviço, foi assinado pelo advogado.
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Adriano José da Silva, irmão de Eduardo, ainda não foi ouvido pelas autoridades. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.


