Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Agrônomo suspeito de atear fogo em rodovia de MT durante bloqueio tem prisão preventiva decretada

Kaio Furlan Andreasse foi preso no momento em que descarregava pneus da caminhonete dele, os quais estavam sendo queimados sobre a rodovia BR-163

Agrônomo suspeito de atear fogo em rodovia de MT durante bloqueio tem prisão preventiva decretada
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

A Justiça acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) nesta segunda-feira (9) e decretou a prisão preventiva do engenheiro agrônomo Kaio Furlan Andreasse, 27 anos, investigado por atos antidemocráticos. O autor do crime, supostamente, ateou fogo em pneus visando obstruir o fluxo de veículos na BR-163, no município de Sinop. Ele foi preso acusado de crime de incêndio, atentado contra a segurança de meio de transporte e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Segundo a decisão, ao se deslocarem até o km 819 da BR-163, bloqueado devido à queima de pneus na pista, policiais rodoviários federais constaram a presença de, pelo menos, seis pessoas descarregando mais pneus de uma caminhonete para alimentar as chamas. O veículo foi identificado como sendo de propriedade do acusado, que também estava no local e foi preso em flagrante.

O juízo da 5ª Vara Federal de Mato Grosso converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva devido à gravidade dos crimes e necessidade de proteção da ordem pública. Para o magistrado: “Os crimes, em tese, cometidos (…) denotam, no caso concreto, circunstâncias de máxima gravidade, isto porque o fogo ateado aos pneus, em tese, transportados pelo custodiado até o local, efetivamente obstruiu o tráfego da rodovia federal por horas, colocando em risco concreto a vida dos usuários desse meio de transporte”.

Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;

Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.

Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.

Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter.

Siga o Colidernews também no Instagram.

Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.

Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.

De acordo com o magistrado, a aplicação da prisão preventiva se justifica ainda pelo fato de o custodiado não ter agido sozinho, bem como o risco de repetição dos crimes. Em sua decisão, ele afirma que o investigado teria agido “de forma organizada e premeditada, associando-se criminosamente com outros indivíduos (…) no mesmo dia, não por coincidência, em que o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal, foram invadidos e depredados por integrantes de movimento antidemocrático”, o que demonstraria elevada periculosidade e necessidade de manutenção da prisão.

O acusado também teve o seu veículo apreendido.

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
22ª Festa do Carneiro
Publicidade 22ª Festa do Carneiro Conhecer parceiro