Domingo, 4 de outubro de 2026

Alvo da PC já foi preso por torturar namorada alegando traição em Cuiabá

Lello alega ser de facção criminosa

Alvo da PC já foi preso por torturar namorada alegando traição em Cuiabá
Foto: Arquivo Colíder News
Anderson Wagner Soares da Conceição, alvo da operação Last Loop da Polícia Civil nesta sexta-feira (6), já foi preso em maio do ano passado acusado de torturar três jovens em Cuiabá. Conhecido como 'Lello', ele está na Penitenciária Central do Estado (PCE).

O caso aconteceu em maio de 2025. Lello já era investigado por participar de ameaças e torturas com uma facção criminosa.

No celular de Anderson, a polícia encontrou um vídeo em que ele aparece torturando três jovens. Na gravação, Lello ordena que as vítimas raspem os cabelos e chegam a serem agredidas.

Em outro trecho do vídeo, o investigado afirma que as vítimas são as duas namoradas dele e o sobrinho. Anderson acusa os três de traição.

Nesta sexta-feira (6), ele foi alvo da operação Last Loop com o DJ Thiago Moreira da Cunha Júnior, conhecido como TigasPriiv. Eles são investigados por participar de um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas sintéticas e que utilizava eventos de música eletrônica como fachada para distribuição de entorpecentes e comércio de armas de fogo.

Na operação, foram cumpridas na operação 12 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá. Foi apontado que Thiago atuava como organizador de eventos de música eletrônica, criando um ambiente propício para a comercialização de drogas sintéticas como MDMA (ecstasy), LSD e derivados de cannabis, além de cocaína.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido com o apoio dos policiais de Alta Floresta que resultou na prisão de Edson Dantas Rodrigues Junior. Ele possui um poder aquisitivo na cidade. Na casa dele foi encontrado drogas sintéticas e durateston e, por este motivo será autuado por posses de medicamentos e ecstasy. 

Anderson e Jocsã Botelho Costa já estavam presos por outros processos. Eles tiveram os mandados cumpridos na Penitenciária Central do Estado (PCE). Também houve uma prisão em flagrante por posse de arma de fogo.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), revelaram que o grupo escolhia deliberadamente o ambiente das festas eletrônicas para operar. Os elementos coletados durante as investigações, demonstraram que o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada e a regularidade das transações.

Os investigados adotavam métodos sofisticados para dificultar o rastreamento financeiro das operações. Os pagamentos eram realizados via Pix em contas de empresas e de terceiros (laranjas), tornando mais complexa a identificação da origem dos recursos pelos órgãos de controle.

Operação convergência: 9 mandados judiciais cumpridos

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