Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Após 6 roubos em 8 meses, empresa fecha as portas no Centro

Primeira loja da família, franqueada da Adcos, fecha as portas após sofrer seis assaltos em oito meses

Após 6 roubos em 8 meses, empresa fecha as portas no Centro
A loja ficava na Avenida Isaac Povoas, no Centro de Cuiabá Foto: Alair Ribeiro/MidiaNewsFoto: Arquivo Colíder News

Funcionando há 18 anos na Avenida Isaac Povoas, esquina com a Rua Marechal Deodoro, no Centro de Cuiabá, a loja de dermocosmético da Adcos fechou as portas em razão da onda de assaltos na região. 

 

A loja foi fechada há cerca de dois meses. Mas nos últimos dias, os proprietários estamparam uma faixa na fachada do imóvel, com o aviso: “Fomos vencidos pelo vandalismo. Luto”.

 

Conforme a gerente da franquia em Mato Grosso, Maysa Viotin, a loja foi assaltada 19 vezes nos últimos 18 anos, seis delas apenas nos últimos oito meses. 

 

“É uma situação de desespero. Você chega em uma semana é assaltada, chega na outra é assaltada. Só esse ano, em oito meses, nós fomos assaltados seis vezes”, afirmou ao MidiaNews. 

 

A gerente afirma que frequentemente buscou esforços para que a situação se normalizasse, recorrendo à Secretaria de Segurança Pública. No entanto, não foi atendida.

 

“Nós sofremos diversos assaltos e resolvemos fechar as portas. Segurança pública não resolve, privada também não funciona. Você vai na Polícia para produzir um boletim de ocorrência e o sistema esta fora do ar. Resumindo: ninguém pode fazer nada”.

 

O ponto comercial pertence à família há 18 anos. No local funcionou a primeira loja da franquia da Adcos em Mato Grosso, aberta pela empresária Deise Violin, mãe da gerente. 

 

“Para a minha mãe, é muito doloroso ter que fechar as portas e ter que sair ‘fugida’, como se tivesse falido. Eu decidi fechar a loja e disse a ela: 'Não aguento mais'. A segurança não funciona, ninguém vai escutar a senhora. É preciso achar outro lugar. Para ela, isso machucou muito, ter que sair do lugar onde você construiu sua história, construiu sua vida”, disse.

 

Maysa conta que foi sugestão da mãe colocar a faixa no lado exterior da loja, para mostrar para os clientes que não houve nenhum problema financeiro ou de cunho administrativo, e sim, foram vencidos pela violência.

 

Uma nova unidade deve ser reaberta pela família ainda esse mês no centro comercial Quilombo, na Rua São Sebastião.

 

Relatos de outros comércios

 

A gerente conta que outros comerciantes a procuraram para contar sobre a onda de violência da região.  

 

“Um comerciante da Avenida Getúlio [Vargas] me ligou, me pediu ajuda para fazer o boletim de ocorrência, dizendo que ele não estava aguentando mais tanta violência”, contou.

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
Auto Posto Pit Stop
Conexão especial Auto Posto Pit Stop Conhecer parceiro