A corregedoria da Câmara de Sinop emitiu parecer favorável à abertura de um processo pela Comissão de Ética contra o vereador Adenilson Rocha (PSDB), por quebra de decoro parlamentar.
O tucano é candidato a deputado estadual e, na manifestação, o corregedor e vereador Mário Mateus Sugizaki (Podemos) afirma que recebeu denúncias de que Adenilson teria cometido abuso de poder político, por isso solicita o processo de cassação.
Servidores da prefeitura da cidade, sob Roberto Dorner (Republicanos), relatam que foram coagidos e sofreram assédio moral para apoiarem o candidato. Também há registro de abuso de poder político nas manifestações de apoio que o vereador recebeu da secretária de Educação, Esporte e Cultura, Sandra Donato. Segundo o documento, ela teria utilizado ações da prefeitura para "elevar o nome do vereador" e pedir votos para ele.
À imprensa local, Adenilson se diz vítima de "politicagem e perseguição" por ser candidato. Afirma também que o colega Mário Sugizaki não o notificou sobre as denúncias, o que, para Adenilson, fere o trâmite desses casos dentro do Legislativo. "Eu fiquei sabendo disso em plenário. O corregedor está deixando de fazer o papel dele para fazer politicagem, perseguição contra mim. Se ele tinha recebido a denúncia, deveria me notificar. Estão nos perseguindo, coagindo, porque não conseguem ganhar no voto e querem ganhar no tapetão. Eu nunca coagi ninguém, nunca andei fazendo a política errada", disse Adenilson.
Já o corregedor contou que recebeu duas denúncias por escrito na semana passada e durante uma sabatina para a agência de regulação da cidade, com Sadi de Oliveira, o indicado fez o mesmo comentário da suposta existência de assédio e coação aos servidores municipais que não apoiam o candidato Adenilson.
"Nós seguimos o que tem no regimento: primeiramente se faz uma análise de veracidade e se tem fundamento. No nosso entendimento já há provas suficientes desses acontecimentos. Não foi uma ou duas, foram quatro acontecimentos que estão no relatório", explica. Sobre o suposto interesse político com o processo, apontado por Adenilson, Mário nega: "Que interesse político eu teria? Não sou candidato, nunca tiva nada a favor ou contra [Adenilson]. Tenho um papel como corregedor. A alegação não tem fundamento nenhum".
Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;
Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.
Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.
Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter.
Siga o Colidernews também no Instagram.
Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.
Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.
Com a leitura do parecer da corregedoria, o presidente da Câmara, na próxima sessão deve solicitar a abertura do processo disciplinar pela Comissão de Ética.


