Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Após denúncias de servidores, vereador pode ser cassado em Sinop

Com a leitura do parecer da corregedoria, o presidente da Câmara, na próxima sessão deve solicitar a abertura do processo disciplinar pela Comissão de Ética

Após denúncias de servidores, vereador pode ser cassado em Sinop
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

A corregedoria da Câmara de Sinop emitiu parecer favorável à abertura de um processo pela Comissão de Ética contra o vereador Adenilson Rocha (PSDB), por quebra de decoro parlamentar.


O tucano é candidato a deputado estadual e, na manifestação, o corregedor e vereador Mário Mateus Sugizaki (Podemos) afirma que recebeu denúncias de que Adenilson teria cometido abuso de poder político, por isso solicita o processo de cassação. 

 

Servidores da prefeitura da cidade, sob Roberto Dorner (Republicanos), relatam que foram coagidos e sofreram assédio moral para apoiarem o candidato. Também há registro de abuso de poder político nas manifestações de apoio que o vereador recebeu da secretária de Educação, Esporte e Cultura, Sandra Donato. Segundo o documento, ela teria utilizado ações da prefeitura para "elevar o nome do vereador" e pedir votos para ele. 

 

À imprensa local, Adenilson se diz vítima de "politicagem e perseguição" por ser candidato. Afirma também que o colega Mário Sugizaki não o notificou sobre as denúncias, o que, para Adenilson, fere o trâmite desses casos dentro do Legislativo. "Eu fiquei sabendo disso em plenário. O corregedor está deixando de fazer o papel dele para fazer politicagem, perseguição contra mim. Se ele tinha recebido a denúncia, deveria me notificar. Estão nos perseguindo, coagindo, porque não conseguem ganhar no voto e querem ganhar no tapetão. Eu nunca coagi ninguém, nunca andei fazendo a política errada", disse Adenilson. 

 

Já o corregedor contou que recebeu duas denúncias por escrito na semana passada e durante uma sabatina para a agência de regulação da cidade, com Sadi de Oliveira, o indicado fez o mesmo comentário da suposta existência de assédio e coação aos servidores municipais que não apoiam o candidato Adenilson. 

 

"Nós seguimos o que tem no regimento: primeiramente se faz uma análise de veracidade e se tem fundamento. No nosso entendimento já há provas suficientes desses acontecimentos. Não foi uma ou duas, foram quatro acontecimentos que estão no relatório", explica. Sobre o suposto interesse político com o processo, apontado por Adenilson, Mário nega: "Que interesse político eu teria? Não sou candidato, nunca tiva nada a favor ou contra [Adenilson]. Tenho um papel como corregedor. A alegação não tem fundamento nenhum".

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Com a leitura do parecer da corregedoria, o presidente da Câmara, na próxima sessão deve solicitar a abertura do processo disciplinar pela Comissão de Ética. 

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