A menina de 2 anos que chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi, em Sinop, a 480 km de Cuiabá, no domingo (20.09), morreu por asfixia mecânica causada por estrangulamento.
A causa da morte foi apontada pela necropsia, conforme divulgado pelo Olhar Direto. A criança tinha paralisia cerebral e também apresentava um quadro prolongado de subnutrição e desidratação.
O pai, de 20 anos, havia sido preso, e a mãe, de 17, apreendida após a morte da filha. Segundo o delegado Bráulio Junqueira, os dois negam ter estrangulado a criança. O homem foi indiciado por homicídio qualificado; a adolescente responde por ato infracional análogo ao crime.
No dia da ocorrência, a Polícia Civil foi chamada pela equipe da UPA depois que a menina chegou à unidade em parada cardiorrespiratória. Os profissionais de saúde avaliaram que ela já estava morta havia pelo menos uma hora. Também observaram sinais de desnutrição e falta de higiene.
Aos policiais, os pais disseram que haviam visto a filha com vida durante a madrugada. Segundo o relato deles, perceberam entre 5h e 6h que a menina não respondia. Ela chegou à UPA por volta das 7h.
A equipe médica informou ainda que a criança tinha histórico recente de internação, ocasião em que já apresentava sinais de desnutrição. Conforme os profissionais, o Conselho Tutelar teria sido acionado naquele atendimento.
O laudo de necropsia também registra que a reação dos pais diante da condição da filha e de sua morte chamou a atenção dos profissionais que tiveram contato com eles. A observação consta do exame; a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do estrangulamento.
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