Sábado, 10 de outubro de 2026

Arroz e feijão tem aumento de mais de 60% na pandemia

Segundo o economista Matheus Peçanha, a alta do dólar em relação ao real e outros fatores ajudaram a diminuir a oferta dos dois produtos no mercado interno.

Arroz e feijão tem aumento de mais de 60% na pandemia
DivulgaçãoFoto: Arquivo Colíder News

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que o arroz e o feijão, alimentos que compõem o tradicional prato brasileiro, tiveram um aumento acima de 60% entre março do ano passado e março deste ano.


A procura pelas 'quentinhas' que a cozinheira Edna Cândido faz em casa para vender, em Cuiabá, diminuiu de 25 para 15 por dia durante a pandemia.

“Três coisas que aumentou muito: o arroz, o óleo e o feijão, que são os principais para preparar as quentinhas. Uma coisa também que aumentou muito foi a carne. Vou continuar [com o restaurante] até julho praa ver se tem uma melhora. Se não tiver, vou fechar”, pontuou.

Arroz, feijão, carne, ovo, batata frita e salada, o prato tradicional do brasileiro, que costuma sair mais em conta, está cada vez mais caro para montar.

Em média, o preço ficou 23% mais alto no acumulado entre março do ano passado e março deste ano, segundo levantamento feito pela FGV. A carne continua pesando no bolso, mas passou o posto de 'vilã' aos inseparáveis arroz e feijão.

A fundação calculou o aumento dos 10 principais alimentos do tradicional prato feito em 12 meses. O arroz subiu 61%, e o feijão preto subiu 69%.

Segundo o economista Matheus Peçanha, a alta do dólar em relação ao real e outros fatores ajudaram a diminuir a oferta dos dois produtos no mercado interno.

O preço do dólar aumentou muito durante a pandemia e isso favorece a exportação e também a pequena quebra de safra de arroz e feijão, que ficou abaixo do consumo.

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Mesmo com a queda no preço do arroz vista em março na comparação com fevereiro, segundo outro índice de preços que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ele e outros alimentos importantes da cesta básica devem continuar caros e impactando o poder de comprar dos brasileiros.

Com a continuação da pandemia e uma nova rodada do auxílio emergencial, essa procura por gêneros alimentícios deve continuar pressionando os preços. Ainda não há previsão de queda neste ano.

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