Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Até ladrão está reclamando das lavouras de milho, vídeo

Se não bastasse o cara roubar um produtor rural que está ali no campo fazendo um trabalho árduo todos os dias, ele ainda reclama que as espigas não estão boas

Até ladrão está reclamando das lavouras de milho, vídeo
DivulgaçãoFoto: Arquivo Colíder News

Uma coisa é certa, a situação das lavouras está complicada nesta safrinha que teve diversos fatores atuando contra o agricultor. Tudo começou com o atraso no plantio, com janela de desenvolvimento fora do ideal. Outro fator que teve grande influência foram as chuvas que, quando não acontecem em determinadas épocas, acabam prejudicando o enchimento dos grãos.


Nossa análise aqui traz alguns assuntos como um vídeo que surgiu nas redes socais e nos causa grande revolta. Nele é possível ver um ladrão de milho indignado quanto ao desenvolvimento das espigas que foram roubadas de uma lavoura a beira da estrada.

Pois bem, como se não bastasse o cara roubar um produtor rural que está ali no campo fazendo um trabalho árduo todos os dias, ele ainda reclama que as espigas não estão boas, que não desenvolveram e cobra atitudes para que isso não volte a ocorrer.

Diante dos fatos, pedimos ajuda para identificar o autor do vídeo e que ele seja cobrado pelos danos causados ao agricultor. Além disso, precisamos ressaltar que isso é crime e, caso seja pego em flagrante, a pessoa pode ir presa e responder por furto e danos a propriedade.

O milho safrinha está sofrendo os efeitos do longo período de déficit hídrico, de janeiro a maio de 2021, nos principais estados produtores brasileiros: São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Nas regiões produtoras paulistas, concentradas nos municípios de Assis, Pedrinhas Paulista, Votuporanga, Guaíra e Capão Bonito, nesse período e em alguns desses locais, choveu 1/3 do esperado.

De acordo com Angelica Prela Pantano, pesquisadora do IAC, as lavouras implantadas mais cedo já têm nítido comprometimento do potencial produtivo, sendo possível observar o baixo desenvolvimento vegetativo no campo. “As mais tardias, que poderiam se beneficiar das chuvas vindouras, esperadas no final de maio, também já começam a sentir, pois a chuva aguardada não veio em volume suficiente para suprir as necessidades da cultura em algumas regiões de cultivo”, diz a pesquisadora.

No momento do plantio, a umidade do solo era adequada. Mas, no início de abril as chuvas já foram mais escassas e a deficiência hídrica acentuou ainda mais em maio, quando houve muitos dias sem chuvas. Em Assis e Pedrinhas Paulista, por exemplo, praticamente não choveu em abril.

“Decorridos 60 a 90 dias, a maioria das lavouras está no estádio de florescimento e enchimento de grãos, que são fases críticas para o desenvolvimento de plantas e a definição da produtividade”, afirma o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Aildson Pereira Duarte.

“Em algumas lavouras e dependendo do híbrido, houve comprometimento da polinização pela falta de pólen para fertilizar as anteras receptivas da espiga, ou “cabelo” do milho. Mesmo quando houve polinização, a tendência é que os grãos da ponta da espiga fiquem chochos e os demais com peso reduzido“, adianta Duarte.

O Instituto Agronômico (IAC) disponibiliza tecnologias que auxiliam a cultura a tolerar a seca. Duarte orienta que o adequado manejo do solo e o uso de cultivares tolerantes à seca estão contribuindo para reduzir as perdas de produtividade pela deficiência hídrica.

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“É nítida a diferença do efeito da seca entre cultivares de ciclos semelhantes e entre lavouras vizinhas implantadas na mesma época. Destaca-se o bom aspecto visual do milho safrinha nas áreas com rotação culturas e/ou histórico de plantas de cobertura em anos anteriores, relata o pesquisador.

Clique aqui para assistir ao vídeo

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