O auditor da Controladoria Geral do Município de Várzea Grande Sérgio Freitas da Silva, 36 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) por suspeita de ter assediado três estagiárias da prefeitura municipal. A denúncia do MPMT foi realizada mesmo após a Polícia Judiciária Civil finalizar o inquérito sem indiciar o servidor público.
No documento, conforme noticiado pelo portal RD News, o Ministério Público argumenta em seis pontos os motivos pelos quais baseia a denúncia. Em um dos itens, o órgão aponta que uma das estagiárias contou que Sérgio Freitas teria dito que renovaria o contrato da mulher após ela sair com ele em um encontro.
"Ademais, o acusado prevalecendo-se da função que exercia e do poder de renovação de contratos no referido órgão, praticou o ato supracitado, a fim de obter em troca da renovação do contrato da mesma, o proveito sexual", narra trecho da denúncia.
Este contrato da vítima só foi firmado após um primeiro episódio de assédio, no qual a vítima se sentiu forçada a sair com o servidor público. Na ocasião, ele teria dito que “teve o poder de colocá-la e também tem para tirar e que não precisava mais dos serviços”.
As situações envolvendo as duas outras mulheres demonstravam, conforme a denúncia do MPMT, as investidas do servidor na forma de coerção física. “Pensando que tinha tal direito por ser superior hierárquico e visando satisfazer a sua lascívia, molestou a vítima, posicionando por trás do corpo da ofendida e acariciando as suas costas, na presença de colegas de trabalho, deixando a mesma constrangida”, narra a denúncia.
Entenda o caso
Em 20 de maio deste ano, o auditor Sérgio Freitas da Silva foi acusado por uma estagiária da prefeitura de Várzea Grande por assédio sexual. À época, a mulher narrou que o suspeito a forçou a participar de um encontro romântico para que tivesse o contrato renovado.
À polícia, a vítima contou também que o auditor a chamava de “meu amor”, além de passar a mão nos cabelos e na cintura dela.




