Domingo, 4 de outubro de 2026

Bandido alega que atirou em militares após apanhar no rosto em MT

Criminoso alega que foi se vigar de soldados do Exército

Bandido alega que atirou em militares após apanhar no rosto em MT
Foto: Arquivo Colíder News

A Polícia de Capturas (Polinter) realizou a prisão de Bruno Daniel, um dos homens acusado de ter atirado em três militares do Exército Brasileiro e um civil na última segunda-feira (14) na boate "Jangal" em Cáceres (225 km de Cuiabá). Ele alega que a motivação do crime se deu após uma discussão envolvendo os militares e ele, inclusive, revela que o trio havia lhe dado tapas no rosto momentos anteriores. 


Bruno e outro homem, não identificado e que segue foragido, estavam em uma motocicleta de cor vermelha, quando se aproximaram e efetuaram os disparos por volta das 00h30. Além dos quatro baleados, três pessoas ficaram feridas ao serem atingidas pelos estilhaços de vidro.

Os feridos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Um dos militares foi baleado na perna direita.

Após o crime, Bruno, que já havia sido condenado por tráfico de drogas anteriormente e estava cumprindo a pena em regime semi-aberto há mais de dois anos usando tornozeleira eletrônica, fugiu para Diamantino e posteriormente para Cuiabá. Ele estava escondido no bairro Morada da Serra e se entregou à Polícia Civil no dia 16 de outubro.

O outro envolvido no tiroteio segue foragido. Bruno Daniel alega que o desentendimento seria "antigo". "Estava tendo uma festa e os 'cara' [militares] falaram que eu não era bem-vindo lá, mas eu não cheguei nem de entrar lá. Eles 'trombaram' nós numa pracinha e começaram a bater em mim, me deram tapa na orelha, pagaram de polícia para mim. Eu estava com meu dinheirinho que fui para lá abrir um negócio para minha esposa que está grávida e eles batendo na minha cara. Eu cheguei em Cáceres com 13 pra 14 anos em 2012, vivi ali, minha família é toda de lá", contou em entrevista ao Programa do POP, da TV Cidade Verde, nesta segunda-feira (21). 

De acordo com o acusado, ele pagou R$ 1,5 mil por cada arma utilizada, sendo dois revólveres calibre 38. "Eu  sou pai de família, trabalhador, nunca matei ninguém, atirei em ninguém. Eu paguei R$ 1,5 mil em cada uma das armas porque achei um boliviano lá. Estava com muito ódio no coração e fiz a burrada. Estava magoado porque apanhei na cara, qualquer homem faria o que eu fiz", desabafou. 

Após a audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Bruno Daniel em preventiva. O acusado afirmou estar arrependido do que fez. "Estou muito arrependido porque minha mulher está grávida, gravidez de risco, por isso que tô aqui me entregando, não desejava isso para minha família, hoje eu me arrependo de coração porque não foi minha intenção fazer isso", declarou. 

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A defesa dele foi feita pelo advogado Ademir Rosa Gomes, que o orientou a se entregar à Polícia Civil. "Em virtude de evitar um dano maior, até mesmo preocupado com a vida dele, sendo caçado como se fosse bandido, faccionado, e essa não é a verdade. A defesa vai adentrar nos autos, se orientar melhor sobre a acusação contra o nosso cliente, depois que tivermos mais informações estaremos repassando as informações", declarou o advogado.


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