O deputado estadual Valdir Barranco (PT) criticou a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar os atos de vandalismo que ocorreram em Brasília, no dia 8 deste mês.
Para ele, a medida irá atrapalhar o processo que já corre na Justiça.
A abertura de uma CPI começou a ser articulada por parlamentares no dia seguinte à invasão dos extremistas de direita na sede dos Três Poderes.
“O ministro Alexandre de Moraes, a ministra Rosa Weber, todos estão muito imbuídos. Não vai escapar ninguém”, afirmou em entrevista à rádio Conti.
“E uma CPI no Congresso só tem como objetivo atrapalhar o trabalho muito sério que está sendo feito pela Justiça brasileira com apoio do Congresso e do Executivo. Acho que é descabida mesmo e, ao final, vai acabar não obtendo este êxito”, completou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se mostrou contra a criação da CPI e afirmou que seria uma “tremenda confusão” caso a ideia fosse levada para frente.
Ao ser questionado sobre esta declaração, o deputado concordou com o petista e reforçou que todo o aparato do Estado já está sendo utilizado nas investigações.
“Aquela questão da bomba, eles desvendaram em questão de horas e chegaram aos responsáveis. A gente está acompanhando o trabalho científico que está sendo feito. O Congresso Nacional não vai ter condições de fazer esse trabalho”, afirmou.
Audiência
Esta semana, o ministro Alexandre de Moraes analisou a prisão de 200 envolvidos nos atos. Até o momento, 140 prisões em flagrante foram convertidas em preventivas, e 60 pessoas foram liberadas. A previsão é que até este fim de semana os mais de mil presos passem por audiência de custódia.
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O ministro alegou, ao manter as prisões, que as condutas foram ilícitas e gravíssimas, com intuito de, por meio de violência e grave ameaça, coagir e impedir o exercício dos poderes constitucionais constituídos.
Ao menos 14 moradores de Mato Grosso tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva.


