O repórterMT teve acesso à lista de alvos da Operação Dark Route, deflagrada pela Polícia Civil na manhã de hoje (25) contra integrantes de uma facção criminosa com atuação no eixo Mato Grosso–Rio de Janeiro.
Na operação, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e cinco ordens de sequestro de veículos de luxo. Os mandados são cumpridos em Várzea Grande e no Rio de Janeiro.
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Segundo a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo atingir um núcleo responsável por garantir proteção a foragidos, manter integrantes armados, movimentar recursos financeiros, fornecer apoio logístico e ocultar patrimônio.
Entre os alvos estão criminosos que, conforme a investigação, estariam escondidos em áreas dominadas pela facção no Rio de Janeiro, além de pessoas apontadas como integrantes dos braços financeiro, operacional, logístico e patrimonial do grupo em Mato Grosso.
Veja a lista de todos os alvos:
Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”;
Guilherme Moura da Silva;
Guilherme dos Santos da Silva, conhecido como “Gordinho”;
Josiel Raimundo Fernandes, conhecido como “Xuxu” ou “Hane”;
Edenison Luiz Moura de Melo, conhecido como “Chorão” ou “Delícia”;
César Augusto Ramalho;
Jerremy Valério Araújo;
Luis Fernando Silva Oliveira, conhecido como “Frajola”;
Salomão Araújo dos Santos, conhecido como “Sal da Várzea”;
Kayo Fernando Pereira da Cunha.
Base operacional no Rio de Janeiro
A investigação aponta que o Rio de Janeiro não era usado apenas como esconderijo. A estrutura instalada no estado fluminense funcionaria como base de proteção, comando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes classificados como “soldados armados” e pessoas responsáveis por dar suporte à liderança.
Parte dos investigados estaria instalada no Complexo do Alemão. De acordo com a Polícia Civil, o local funcionava como um entreposto operacional, mantendo conexões com as atividades criminosas desenvolvidas em Mato Grosso.
Fuzis e estrutura armada
As investigações também identificaram integrantes portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito. Há ainda registros relacionados à guarda e ao remanejamento de armas e munições.
Conforme a apuração, foram encontrados registros de homens armados em território dominado pela facção, além do manuseio de fuzis com referências ao grupo criminoso e ao apelido da liderança investigada.
Frota de luxo
A Justiça determinou o sequestro de um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. Juntos, os cinco veículos estão avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
A Polícia Civil afirma que os automóveis circulavam entre integrantes do grupo no eixo Rio de Janeiro–Mato Grosso. Alguns estavam registrados em nome de terceiros, embora fossem utilizados por pessoas próximas à liderança.
Os veículos seriam empregados no deslocamento dos integrantes, no apoio logístico, na ostentação e na ocultação de patrimônio. O sequestro faz parte da estratégia de descapitalização do grupo criminoso.
O nome Dark Route, que significa “rota sombria”, faz referência à ligação criminosa estabelecida entre Mato Grosso e o Rio de Janeiro para a circulação de integrantes, recursos financeiros, apoio logístico e veículos de luxo.
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