O candidato do PSL à Presidência, deputado federal Jair Bolsonaro, retomou a alimentação líquida via oral e com boa tolerância, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
O político continua complementando sua alimentação de forma parenteral (por meio de soro proteico direto na veia).
"[Bolsonaro] segue afebril, sem outros sinais de infecção e realizando exercícios respiratórios e caminhadas", disseram os médicos responsáveis pelo atendimento, Antônio Luiz Macedo, Leandro Echenique e Miguel Cendoroglo.
O deputado publicou hoje imagem em uma rede social em que aparece caminhando pelos corredores do Albert Einstein.
Bolsonaro critica economista de sua equipe por 'nova CPMF'
O economista Paulo Guedes, que foi anunciado por Bolsonaro como seu ministro da Fazenda, caso vença as eleições 2018, propôs a criação de um tributo semelhante à extinta CPMF, caso o capitão da reserva assuma o Planalto. As declarações do economista a um grupo pequeno de investidores foram rebatidas por Bolsonaro pelo Twitter: "Chega de impostos é o nosso lema!", afirmou.
Guedes defendeu ainda uma alíquota única de Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas. A taxa também incidiria sobre a distribuição de lucros e dividendos.
O anúncio de sua provável reforma tributária, que ainda prevê a eliminação da contribuição patronal para a Previdência, foi feito em evento fechado e organizado pela GPS Investimentos, empresa de aconselhamento e gestão de fortunas familiares.
A informação foi publicada nesta terça-feira (19) pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmada pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Em Bauru, no interior de São Paulo, o general Mourão, vice de Bolsonaro, disse que é contra uma eventual CPMF e que falar em criação de imposto é dar um tiro no pé, mas acrescentou que isso deve ser decidido entre o candidato e economista.
A "nova CPMF" seria usada, segundo a reportagem, para financiar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A volta da contribuição chegou a ser cogitada no final do governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) como uma solução para cobrir o rombo no Orçamento, mas a proposta acabou sendo abandonada devido à falta de apoio no Congresso.


