Brasil recompra dívidas e taxas no Tesouro Direto vão abaixo de 15% ao ano
Prefixados disparam em lucro na marcação a mercado após intervenção do Tesouro Nacional.
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Por AdministradorPublicado em · Atualizado em
A intervenção do governo brasileiro para acalmar o mercado de renda fixa surtiu efeito nesta terça-feira (27), uma vez que as taxas no Tesouro Direto abandonaram os patamares de até 15,50% ao ano registrados na véspera e agora ofereciam o retorno de até 14,81% ao ano.Nos bastidores, o Tesouro Nacional implementou recompra de dívida pública brasileira, em cerca de R$ 15 bilhões, mirando especificamente os títulos públicos indexados à inflação em diferentes vencimentos, como: Tesouro IPCA+ 2030, Tesouro IPCA+ 2035 e Tesouro IPCA+ 2050. De momento, os maiores beneficiários na marcação a mercado são os títulos prefixados, cujos juros compostos cederam mais intensamente. Prova disso é o Tesouro Prefixado 2029, cujos rendimentos oscilaram de 15,26% ao ano para 14,79% ao ano nas últimas 24 horas. Entre os títulos públicos de longo prazo, a trajetória era oposta. Os rendimentos do Tesouro Renda+ 2065, por exemplo, avançaram de IPCA+ 6,78% ao ano, durante as condições de mercado às 13h38 do último pregão, para o nível atual de IPCA+ 7,02% ao ano.Quando as taxas sobem no Tesouro Direto, especialmente em títulos de longuíssimo prazo, o investidor tem o seu patrimônio emprestado ao governo brasileiro remarcado com prejuízo, que só é realizado em caso de venda antecipada. A expectativa dos analistas é que as taxas no Tesouro Direto continuem sob intensa volatilidade nos próximos pregões, diante da acomodação de expectativas diante da vitória inesperada do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Eleições 2026.Leia mais: Brasil recompra quase R$ 15 bilhões em dívida para aplacar renda fixa em Lula 4
Veja o retorno dos títulos do Tesouro Direto em 27 de outubro de 2026 (Atualização às 15h38):
Títulos com liquidez diária
Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 200,94 (Rentabilidade: Selic + 0,0100% ao ano)