Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Brasil se reúne com EUA e Japão para implementar a TV 3.0, padrão que pode unir televisão, Drex, Web3 e dinheiro programável

O Brasil avança na implementação da TV 3.0, novo padrão para as transmissões nacionais que vai mudar radicalmente como os programas de televisão são produzidos, consumidos e distribuídos.

Brasil se reúne com EUA e Japão para implementar a TV 3.0, padrão que pode unir televisão, Drex, Web3 e dinheiro programável
Foto: Arquivo Colíder News

Enquanto o mercado de criptomoedas busca implementar protocolos e ferramentas para a implementação da Web3, buscando integrar a descentralização e o controle de dados aos usuários, o Brasil avança na implementação da TV 3.0, novo padrão para as transmissões nacionais que vai mudar radicalmente como os programas de televisão são produzidos, consumidos e distribuídos.


A mudança vai impactar todo o mercado de produção de conteúdo, sejam eles produzidos por canais abertos como Globo, SBT, Record, Band e outros; canais de televisão paga como CNN, Fox, Globo News e até mesmo produtores de conteúdo independente como influencers, youtubers e tantos outros.

Além disso, o novo padrão, que deve ser implementado no Brasil já em 2025, pode unir a tela da televisão com o amplo mundo da internet, metaverso e Web 3. Isso ocorre, pois, entre as funções a serem habilitadas pela TV3.0 está a integração entre conteúdo transmitido pelo serviço de radiodifusão e pela internet.

Para isso, a Secretaria de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações recebeu nas duas últimas semanas representantes do padrão norte-americano (ATSC 3.0) e do padrão japonês (Advanced ISDB-T), tecnologias candidatas para integrarem o padrão brasileiro da TV 3.0.

“Este é um ano decisivo para nós. A discussão sobre a TV 3.0 no Brasil já se encontra em fase muito avançada. O debate técnico está sendo realizado de maneira aprofundada para que o nosso padrão atenda às especificidades do ambiente de negócios do Brasil. Estamos otimistas que em breve poderemos disponibilizar essa novidade para o nosso País”, disse Wilson Wellisch, secretário de Comunicação Social Eletrônica.

Os estudos das tecnologias propostas estão sendo avaliados e desenvolvidos por universidades brasileiras e parceiros da indústria e do setor de radiodifusão, com coordenação técnica do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital. O Ministério das Comunicações financiou a realização destes estudos e desenvolve as políticas públicas para permitir a implantação da TV 3.0, prevista para estar disponível a partir de 2025.

TV 3.0

Diante das mudanças que serão implementadas com a TV 3.0 todas as redes de televisão terão que fazer mudanças. A TV 3.0 promete melhorias significativas em termos de qualidade de conteúdo, interatividade e personalização, bem como maior robustez na transmissão de sinais, especialmente para dispositivos móveis.

Uma das principais características da TV 3.0 é sua capacidade de transmitir conteúdos de vídeo em alta definição, em até 8K. Além disso, será compatível com áudio imersivo e personalizado, como o padrão Dolby Atmos e outros no formato MPEG-H Audio. Isto é, desde que a TV em questão tenha essas capacidades.

Com a TV3.0 as emissoras podem oderecer programas diferentes simultaneamente para públicos específicos, com base no perfil do telespectador, que será monitorado em tempo real através de algoritmos. Isto sugere que a TV 3.0 terá um nível de personalização que a TV convencional não possui.

Além disso, há grande possibilidade de integração com a Web 3 tendo em vista que o processo de assistir TV passará por uma etapa de login, tal qual na internet.

"O primeiro aspecto que precisa ser entendido é que a experiência de assistir TV 3.0 será uma experiência logada. Ou seja, você precisará informar quem você é para acessar os conteúdos. Isso é comum hoje na internet, e milhões de pessoas se logam para ver e ouvir conteúdos pagos e gratuitos", destaca Raymundo Barros diretor de tecnologia e estratégia da Globo.

Outra característica importante da TV 3.0 é sua capacidade de transmitir sinais para dispositivos móveis com robustez e precisão, sem quedas de sinal. Isso significa que os espectadores poderão assistir ao conteúdo de TV com a mesma qualidade, independentemente do dispositivo que estão usando, seja um telefone celular, um tablet ou uma TV.

"Os telespectadores podem 'ver' TV onde ele estiver: na rua, no carro, no metrô, em viagem, com qualquer dispositivo ele poderá acessar os conteúdos oferecidos pelas empresas de mídia. Estará tudo disponível em todas as telas que o consumidor quiser", apontou Barros.

Além disso, a TV 3.0 está buscando integrar plataformas de streaming para oferecer aos usuários uma experiência integrada de TV e internet. Isso sugere que a TV 3.0 não será apenas uma evolução da TV como a conhecemos, mas uma fusão de várias formas de mídia em uma única plataforma.

TV 3.0, Web 3 e Drex

A TV 3.0, representando a evolução da televisão para um modelo mais interativo e sob demanda, está se preparando para se unir à Web 3.0 e à tecnologia blockchain, abrindo caminho para novas possibilidades e mudanças significativas no cenário do entretenimento e da mídia. 

A Web 3.0, impulsionada pela tecnologia blockchain, promete um ambiente descentralizado e autônomo. Isso significa que o conteúdo de televisão pode ser distribuído e acessado diretamente pelos espectadores, sem a necessidade de intermediários tradicionais, como redes de televisão ou plataformas de streaming.

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