A Câmara Municipal e Prefeitura de Rondonópolis cobraram uma resposta rápida e rigorosa das forças de segurança ao ataque contra o vereador Wesley Cláudio (Novo), que teve parte da orelha cortada, foi mantido refém com a família dentro de casa e viu criminosos ameaçarem mutilar o próprio filho durante horas de terror na madrugada desta segunda-feira (28).
Criminosos buscavam R$ 1 milhão na casa de vereador e causaram prejuízo de quase R$ 50 mil
Os bandidos invadiram a residência em busca de R$ 1 milhão que acreditavam estar escondido no imóvel. Durante cerca de três horas, agrediram as vítimas, fizeram ameaças e reviraram a casa. Fugiram levando dinheiro, joias, celulares e outros objetos, com prejuízo estimado em quase R$ 50 mil.
A violência do crime provocou reação imediata das duas principais instituições políticas do município.
Em nota, a Câmara Municipal manifestou “mais profundo sentimento de solidariedade” ao vereador e à família e repudiou o ataque. Wesley recebeu atendimento no Hospital Regional de Rondonópolis e, segundo o Legislativo, apresenta quadro de saúde estável. A Casa também cobrou apuração dos fatos e adoção das providências cabíveis.
A Prefeitura foi além e classificou o episódio como um ataque criminoso que não pode ser normalizado.
“Não vamos admitir esse tipo de violência em Rondonópolis. Uma família de bem foi atacada dentro do seu lar, o lugar onde qualquer cidadão deveria se sentir mais seguro. Isso é inaceitável e não pode ser tratado como um caso isolado”, afirmou a administração municipal.
O prefeito Cláudio Ferreira exigiu “medidas fortes e imediatas” e, segundo a nota, já cobrou das forças de segurança empenho total para identificar e prender os responsáveis.
A Prefeitura também colocou a estrutura municipal à disposição das autoridades policiais para auxiliar no que for necessário.
A gravidade do caso aumenta porque os criminosos não agiram apenas para roubar. Eles submeteram a família a violência física e psicológica, fizeram ameaças de mutilação e mantiveram contato por videochamada com uma pessoa que repassava ordens durante a ação.
Até a última atualização, ninguém havia sido preso. A investigação agora tenta identificar tanto os autores que entraram na residência quanto quem teria coordenado o ataque à distância.


