A cantora Preta Gil morreu em 20 de julho, aos 50 anos, vítima de câncer no intestino. O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal ou câncer de cólon e reto, está entre os tipos de tumores mais frequentes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, são diagnosticados cerca de 40 mil novos casos ao ano. No entanto, na maioria dos casos, a doença é tratável e curável se for diagnosticada precocemente.
“Quanto mais tardiamente acontecer o diagnóstico, mais difícil será o tratamento”, alerta o cirurgião geral e oncológico Arnaldo Urbano Ruiz, coordenador do Centro de Doenças Peritoneais da Beneficência Portuguesa de São Paulo – BP.
Como é diagnosticado o câncer de intestino?
O diagnóstico do câncer colorretal geralmente começa com a avaliação dos sintomas e histórico médico do paciente, seguido por exames. A colonoscopia é a principal delas.
Neste exame, o médico insere um tubo flexível com uma câmera pelo reto para examinar o cólon e o reto. Isso permite a visualização direta do cólon, possibilitando a detecção precoce de pólipos (tumores benignos) na região, que se não removidos, podem se transformar em câncer.
Quando realizar a colonoscopia?
O ideal é realizar a colonoscopia rotineiramente. Para o paciente sem sintomas, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 5 anos. Entretanto, para aqueles que possuem histórico familiar de câncer de intestino, essa periodicidade e o seu início podem mudar, caso a caso.
“O mais importante é que as pessoas conheçam a importância de realizar a colonoscopia e não deixem de realizar assim que tiverem a indicação médica”, orienta o cirurgião Arnaldo Urbano Ruiz.
Fonte: Alto Astral


