Descontentes com a suspensão do concurso para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, um grande número de candidatos inscritos no certame estão se organizando em comissão para desmentir notícias falsas e garantir que os concursos prossigam. Trata-se da Comissão de Aprovados Aluno-à-Oficial – CFO/PM-MT, além de Cuiabá, também integram a comissão candidatos de outras cidades como Rondonópolis e Campo Grande.
De acordo com os membros da comissão, que não querem se identificar por medo de serem prejudicados no certame ainda em andamento, o tratamento dispensado no teste de aptidão física aos candidatos do concurso para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar foi isento e correto.
“A maioria dos candidatos se prepararam de acordo, fizeram todas as provas sem intercorrências, foram aprovados e não gostariam que o concurso fosse suspenso. Os que se sentirem prejudicados tem direito de recorrer, mas que o concurso siga seu cronograma como vem sendo feito, os que conseguirem êxito no recurso farão as provas novamente em momento oportuno”, arugumentam.
“Muitas pessoas investiram tempo e dinheiro para que os concursos sejam paralisados assim. Alguns são de fora de Cuiabá, já tinham passagens e estadia comprados, será uma despesa extra que muitos não terão como reaver. As pessoas que se sentiram lesadas devem sim solicitar providências e buscar esclarecimento, agora o concurso ficará paralisado até que a filmagem de todos os candidatos seja verificada. Temos que lembrar que estamos em ano eleitoral e muita coisa para, corremos o risco com essa paralisação dos concursos não serem retomados em breve”, disparou uma representante da comissão organizada por candidatos.
“Não estamos querendo privar ninguém de ter o direito de ver as filmagens, inclusive achamos que a universidade não deveria ter negado inicialmente o acesso, pois é preciso transparência, mas colocar em xeque todo o certame foi irresponsabilidade. Em todo decorrer do período de avaliação, a UFMT, foi solícita e ofereceu condições exemplares de aplicação dos exercícios predefinidos nos editais, especialmente ao referente ao CFO, proporcionando qualidade e atenção aos candidatos, bem como todos auxílios e instruções pertinente à fase”, pontuam.
Os candidatos estão se organizando e ainda não sabem se irão entrar com alguma ação na Justiça para garantir a realização da continuidade das provas, mas já estão consultando a legislação e buscando alternativas.
ENTENDA O CASO
A Justiça Federal acolheu no último dia 26 de maio o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para que a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresentasse as filmagens do teste de aptidão física aos candidatos do concurso para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.
O juiz 8ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, Raphael Casella de Almeida Carvalho, determinou ainda a suspensão do concurso enquanto todas as providências não forem tomadas, e solicitou que o certame reabra o prazo para recursos administrativos dos candidatos.
Os candidatos agora aguardam, sem previsão a UFMT apresentar novo cronograma. A instituição informou que irá cumprir as decisões, porém novo cronograma ainda não foi divulgado.
EMBRÓLIO
No início de maio a Justiça Federal já havia mandado suspender o concurso da Segurança Pública para os cargos de escrivão e investigador da Polícia Civil e solicitou que os responsáveis pela organização fornecessem as filmagens feitas durante o Teste de Aptidão Física. A decisão foi assinada pelo juiz Hiran Armênio Xavier Pereira, da 2ª Vara Federal de Mato Grosso.
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As provas teóricas do concurso público das forças de segurança de Mato Grosso foram realizadas fevereiro, e o teste físico neste mês de maio. Ao todo, 66 mil pessoas estão inscritas. O concurso, que foi prometido pelo estado desde 2016, foi realizado para formação de cadastro de reserva. Entretanto, o governo promete chamar 1.200 classificados ainda em 2022.
FONTES
A matéria foi encaminahda pela Assesoria de Imprensa da Comissão de Aprovados Aluno-à-Oficial – CFO/PM-MT. Entramos em contato por e-mail buscando ouvir um algum candidato mas, até o fechamento desta matéria não obtvemos resposta. O espaço segue aberto.


