O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios em Mato Grosso (Sintect-MT) protocolou, nesta terça-feira (5) uma “Queixa Crime com pedido de investigação” contra a superintendência estadual do órgãos e a gerência de Operações Especiais.
A queixa-crime, protocolada na Polícia Federal, pede a apuração de fatos considerados atípicos, como correspondências rasgadas, extraviadas, fraude no sistema de entrega dos Correios e falsificação de documentos.
Todas as denúncias são acompanhadas de documentação comprobatória, a exemplo de vídeos, fotos e depoimentos de carteiros que testemunharam os fatos. Segundo o advogado do Sintect, Alexandre Aragão, todos estes crimes estão previstos no artigo 151 parágrafo 1º, inciso I e artigo 313-A, do Código Penal.
GREVE
De acordo com o Sintect-MT , os fatos inerentes a queixa-crime foram justamente os que deram início a greve dos sete carteiros que faziam a entrega de bicicleta do Centro de Distribuição Domiciliar, em Várzea Grande.
A paralisação foi decretada no dia 15 de março, após a empresa retirar sete carteiros de bicicleta da entrega de cartas na rua e colocar para serviço interno. Esses mesmos servidores testemunharam correspondências e encomendas acumulando em sacos.
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“Correspondências como extrato do FGTS, senha do google, faturas que são enviados como carta simples estão todas lá estocadas, vencidas. São milhares. Eles tratam como refugo, mas na verdade foram correspondências que foram pagas pela sociedade e que não estão sendo entregues”, denuncia a assessoria e imprensa do sindicato, afirmando que essa estratégia prejudica pessoas físicas e jurídicas.
O CDD de VG é o projeto piloto que traz sob o discurso de revitalização cortes orçamentários e o sucateamento da estatal.


