Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Casa Civil admite pagar pontos cortados se greve acabar na 2ª

Sindicato deve avaliar proposta durante assembleia geral, mas sinaliza que greve continua

Casa Civil admite pagar pontos cortados se greve acabar na 2ª
O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho: proposta vale só até segunda-feira (1º)Foto: Arquivo Colíder News

O Governo do Estado propôs pagar os pontos cortados dos profissionais da Educação, cujo movimento grevista completou um mês nesta quinta-feira (27), caso todas as escolas retomem as aulas na próxima terça-feira (2). O pagamento seria feito em duas parcelas iguais, nos meses de julho e agosto.

 

A proposta foi feita durante audiência de conciliação na Justiça, determinada pela desembargadora Maria Erotides Kneip na semana passada, e deverá ser avaliada pela categoria durante assembleia geral na próxima segunda-feira (1º).

 

Segundo Carvalho, o Governo se compromete a pagar 50% dos dias descontados até o dia 20 de julho e o restante, até o dia 10 de agosto, sendo que o ano letivo deverá ser cumprido pelos profissionais ainda em 2019.

 

"Caso essa proposta não seja aprovada em assembleia geral do Sintep [Sindicato dos Profissonais da Educação], ela será retirada da pauta por uma outra negociação que pode surgir no futuro. Essa proposta só tem validade até segunda-feira", disse.

 

O presidente do Sintep, Valdeir Pereira, afirmou que apenas a categoria poderá decidir os rumos do movimento, mas sinalizou que o movimento ainda tem um alto percentual de adesão - segundo ele, de 60% -, suficiente para dar continuidade à greve no Estado, a despeito das escolas que desistiram da paralisação nas últimas semanas. 


O sindicalista também ressaltou que o os profissionais aguardam do Estado, nesta sexta-feira (28), a apresentação de um documento com propostas sobre as demandas feitas pelos profissionais, como o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da lei da dobra do poder de compra, aprovada em 2013, e que dá direito a 7,69% a mais na remuneração, anualmente, durante 10 anos.

 

"Toda e qualquer proposta do Governo é submetida à assembleia geral. O Governo apresenta a proposta que quiser, mas tem proposta que é indefensável. A categoria é bem clara: o que encerra a greve é uma proposta que mostre no horizonte a aplicabilidade e em que período será cumprida a Lei 510/2013 [lei da dobra do poder de compra], que é uma lei que está em vigência. O Governo não pode ser seletivo e dizer qual é a legislação que ele está cumprindo", afirmou.

 

Estouro da LRF

 

O secretário Mauro Carvalho explicou que tanto a RGA quanto a lei da dobra do poder de compra são reivindicações que o Governo não conseguirá atender enquanto o Estado não se adequar às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

O Estado argumentou que, caso atenda às exigências feitas pela categoria, irá infringir a LRF, pois já consumiu 58,55% do seu orçamento com salários, sendo que o limite máximo estabelecido é de 49%.

 

"A Lei 510 continua em vigor, não foi revogada. Agora, o governo só terá condição de cumprir essa lei a partir do momento em que ele conseguir atingir os 49% da Lei de Responsabilidade Fiscal", afirmou.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Valdeir Pereira SINTEP 24-06-2019

O presidente do Sintep, Valdeir Pereira: categoria é quem decide sobre o fim da greve

Ainda segundo o Estado, apenas 42% das 767 escolas seguem em greve até hoje. 

 

Investimento

 

Na quarta-feira (26), o Executivo propôs um investimento de quase R$ 115 milhões na Educação ainda neste ano e a convocação de 681 concursados no mês de julho. Conforme o governo, que essas são as únicas pautas da categoria que podem ser atendidas no momento.

 

"Nós estamos tomando decisões com muita responsabilidade dentro da Educação e para o melhor da sociedade mato-grossense", disse.

 

"Não existe carta na manga. O que estamos colocando para o Sintep e a sociedade é a realidade financeira do Estado de Mato Grosso que passa por um crise que nunca aconteceu na história desse Estado", afirmou.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Governo estuda condicionar reajustes à melhora de MT no Ideb

 

TJ nega pedido do Sintep e mantém corte de ponto de servidores

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
22ª Festa do Carneiro
Publicidade 22ª Festa do Carneiro Conhecer parceiro