A POLITEC (Perícia Oficial e Identificação Técnica) em Sinop recebeu, nesta sexta-feira (02), o exame de necropsia do bebê Pietro, de 2 meses, morto com sinais de maus-tratos, em 12 de novembro, do IML (Instituto Médico Legal) de Tangará da Serra. De acordo com o laudo, o corpo da criança apresentou traumas no crânio, tórax e queimaduras em um dos braços.
O bebê deu entrada inconsciente na UPA e foi declarado morto dois dias depois, após ser transferido ao Hospital Regional de Tangará da Serra.

O padrasto, de 17 anos, e a mãe da criança, de 16 anos, foram apreendidos preventivamente pela Polícia Civil.
Segundo a família, Pietro foi balançado na rede pelo irmão mais velho, de 3 anos, e bateu a cabeça contra a mureta na área da residência.
De acordo com o perito Criminal, Leandro Valendorf, a perícia não constatou marcas de sangue na rede e a reconstituição, realizada no dia 21 do mês passado, trabalha com as versões dos fatos.
“O desfecho final, para entender melhor o que de fato o que aconteceu, nós poderemos concluir com o segundo laudo que estarei elaborando que é o laudo de reprodução simulada, onde estarei apurando as versões para se confirmar ou não certas circunstancias, com o intuito o que de fato aconteceu”.
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A perícia técnica confirmou que não foram encontradas marcas de sangue na rede. A reprodução do crime ainda deve apontar a força necessária para provocar o traumatismo no crânio do bebê.
O laudo da reconstituição deverá ser concluído em 15 dias.


