Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Cérebro de Einstein foi roubado e dividido em 200 partes 'em nome da ciência'

Em 18 de abril de 1955, o vencedor do Prêmio Nobel morreu no Princeton Hospital, em Nova Jersey, Estados Unidos.

Cérebro de Einstein foi roubado e dividido em 200 partes 'em nome da ciência'
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

O físico e matemático Albert Einstein é considerado uma das mentes mais brilhantes de todos os tempos por desenvolver a teoria geral da relatividade, que considera que as leis da física são as mesmas para todos os observadores. Com o estudo, ele deu uma nova estrutura para toda a ciência e propôs novos conceitos de espaço e tempo.


 

Apesar da vida do cientista ter sido repleta de marcos e curiosidades, uma história muito particular que poucos conhecem começou após a morte dele.

Em 18 de abril de 1955, o vencedor do Prêmio Nobel morreu no Princeton Hospital, em Nova Jersey, Estados Unidos. O médico Thomas Harvey, então, após realizar uma autópsia para determinar a causa da morte, um aneurisma da aorta, também entraria para a história. 

 

"Em nome da ciência", o patologista roubou o cérebro de Einstein e o guardou em um lugar incomum, onde permaneceu por 20 anos. O objetivo de Harvey era descobrir, por meio da neurociência, a chave para a inteligência incomparável do cientista. 

 

Entretanto, o inventor da teoria da relatividade não queria que qualquer parte do corpo dele fosse estudada. "Quero ser cremado para que as pessoas não venham adorar meus ossos", disse ele ao próprio biógrafo. Por isso, em menos de um dia, o corpo de Einstein foi cremado em uma cerimônia privada.

 

Apesar disso, a informação de que Harvey estaria com o cérebro foi descoberta, o que fez com que o médico precisasse convencer o filho mais velho do físico, Hans Albert, a deixá-lo ficar com o órgão do pai, prometendo usá-lo apenas para fins científicos.

 

Após o roubo, porém, o médico perdeu o emprego no hospital de Princeton e levou o órgão para a Filadélfia, onde o cortou em mais de 200 pedaços, que foram divididos em dois potes, guardados no porão e preservados em formol.

 

A jornada do cérebro não parou por aí. Depois de a esposa ameaçar se desfazer do tesouro, o Harvey teve que levar o órgão para Wichita, Kansas, onde o manteve em uma caixa de cidra escondida sob um refrigerador de cerveja.

 

Após a morte do patologista, em 2007, outros pesquisadores examinaram as partes do cérebro do gênio, chegaram à conclusão de que não é normal. Embora pese um pouco menos do que uma pessoa média, a região parietal inferior é 15% maior do que no cérebro médio, características que podem explicar as habilidades de raciocínio matemático e espacial de Einstein.

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Atualmente, algumas das peças do cérebro de Albert Einstein estão no Museu Mütter, na Filadélfia, Estados Unidos. O Museu Nacional de Saúde e Medicina de Maryland também possui fragmentos do órgão, mas estes só são exibidos em ocasiões especiais.


FONTE: R7

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