Colíder (645 Km de Cuiabá) é local onde candidatos petistas à Presidência da República não tem vez. O município, que alcançou o patamar de o mais bolsonarista de Mato Grosso nas eleições de 2018, tem mais de 24 mil aptos a votar e um histórico de forte rejeição a Lula, Dilma Rousseff e Fernando Haddad, que ficaram longe de conquistar a maioria do eleitorado Colidense.
Na eleição passada, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve votação expressiva, com 13.051 (82,6%) dos votos dos moradores de Colíder no segundo turno contra Haddad, que assumiu a candidatura por conta do impedimento de Lula, que estava preso e condenado em segunda instância - decisão revertida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todos os processos criminais contra o ex-presidente. A rejeição a um candidato petista, no entanto, não é novidade na cidade. Em 2002, quando Lula venceu José Serra (PSDB) no segundo turno, o município registrou uma das menores votações proporcionais ao petista. Na época, apenas 4.313 (31,9%) eleitores votaram nele. Quatro anos depois, Lula foi reeleito, mas 11.850 (77%) colidenses votaram em Geraldo Alckmin (então no PSDB), repetindo um dos menores percentuais de votos favoráveis ao líder do PT - 3.535 (22,9%). Em 2010, quando Lula apadrinhou Dilma, o eleitorado do município continuou a rejeitar a sigla, já que a ex-presidente recebeu apenas 3.885 votos (24,5%) – segundo menor índice em Mato Grosso -, contra 11.954 (75,5%) de Serra no segundo turno. Quando enfrentou Aécio Neves (PSDB), em 2014, Dilma também perdeu em território colidense, recebendo apenas 22,3% dos votos no segundo turno – 3.567 ao total. Quando comparado ao resultado geral de Mato Grosso, a população de Colíder nem sempre refletiu a opinião do Estado, já que Lula foi o mais votado em 2002 (54,4% - 649.100). Nos outros anos houve coincidência, uma vez que o ex-presidente perdeu em 2006 (49,6% - 711.177); assim como Dilma e Haddad perderam em 2010 (48,8% - 729.747), 2014 (45,3% - 717.230) e 2018 (33,58%).
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O ápice de rejeição ao petismo foi registrado em 2018, quando Colíder foi o munícipio com maior votação proporcional de Bolsonaro, no comparativo dos 122 com vitória do presidente. O município ficou a frente de Itanhangá (2.364 – 79,73%), Água Boa (8.733 – 79,46%) e Guarantã do Norte (11.228 – 79,12%).
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