Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Cientista está “100% certa” de que um asteroide colidirá com a Terra

Ele viajava a 16,7 mil quilômetros por hora e, se estivesse em rota de colisão, atingiria o planeta com uma força explosiva 500 vezes maior que a da bomba atômica de Hiroshima. Felizmente, o corpo conhecido como 2006 QQ23 passou a 7,4 milhões de qui

Cientista está “100% certa” de que um asteroide colidirá com a Terra
Apesar da certeza que o choque vai acontecer, cientista não acredita que o planeta será destruído - Foto: NASA/ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Já temos tecnologia suficiente para detectar a aproximação do corpo rochoso

  • Organização trabalha para prevenir desastres causados por choques com asteroides

No último sábado (10), um asteroide maior que a Torre Eiffel se aproximou da Terra. Ele viajava a 16,7 mil quilômetros por hora e, se estivesse em rota de colisão, atingiria o planeta com uma força explosiva 500 vezes maior que a da bomba atômica de Hiroshima. Felizmente, o corpo conhecido como 2006 QQ23 passou a 7,4 milhões de quilômetros de distância da Terra. Não foi dessa vez que um gigantesco corpo celeste colidiu com o nosso planeta – mas, segundo a cientista Danica Remy, essa hora vai chegar.

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"É 100% certo que seremos atingidos, mas não é 100% certo quando", disse a presidente da organização B612 Foundation, em entrevista à NBC News. A fundação trabalha justamente para proteger a Terra de colisões com asteroides.

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Ela afirma que, com a tecnologia de que hoje dispõem as agências espaciais, é possível detectar corpos rochosos que se aproximam do nosso planeta. Por isso, a especialista acredita que, mesmo em caso de choque, o planeta não será destruído.

Mas a cientista destaca o perigo de asteroides menores: “O tipo de destruição que veremos é em nível regional, não no mundo inteiro. Mas ainda teremos um impacto global sobre transportes, redes de comunicação e clima.”

Como proteger a Terra dos choques? Para Remy, a solução é catalogar todos os asteroides. A NASA concorda: pelo menos 95% dos asteroides com mais de um quilômetro de diâmetro já foram identificados pela instituição, e nenhum deles apresenta risco para a Terra. Também já foi desenvolvida uma tecnologia para desviar a trajetória dos corpos celestes, que deve usada em 2021 no asteroide Didymos.

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