Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Cientistas criam nova teoria sobre misterioso objeto interestelar que passou pela Terra em 2017

Oumuamua, como ficou conhecido o corpo celeste, pode ser um cometa de gelo que 'perdeu' sua cauda ao se aproximar do Sol

Cientistas criam nova teoria sobre misterioso objeto interestelar que passou pela Terra em 2017

Um novo estudo da Universidade da Califórnia ofereceu uma proposta mais clara sobre a origem misterioso objeto interestelar Oumuamua, que passou pela Terra em 2017 e gerou várias teorias, como a de que seria uma nave alienígena. Em formato de um charuto, exibia aceleração não gravitacional, mas não tinha a cauda visível dos conhecidos cometas. E assim, ele é debatido até hoje.

Jennifer Bergner, astroquímica da universidade onde foi feita a pesquisa, desenvolveu uma visão alternativa. De acordo com seu estudo, publicado na revista científica Nature, a composição do corpo celeste pode ser mais comum do que se imaginava: de um cometa de gelo.

'Aceleração' pelo hidrogênio

Ao longo de sua jornada pelo espaço e expostas à radiação cósmica, as moléculas de água do objeto foram gradativamente separadas em hidrogênio e oxigênio. O primeiro elemento, que estaria retido em bolsões pela composição do gelo amorfo de água, pode ter escapado quando o objeto se aproximou do Sol, 'empurrando' o Oumuamua direção oposta, o que resultou no pequeno impulso notificado em sua descoberta.

Essa liberação de elementos fica invisível da perspectiva da Terra. Assim, surgiu como a possível explicação para o fato de não ter sido detectada a causa visível dos cometas, já que os processos são diferentes.

“Dadas as informações que temos, acho que esta é nossa melhor esperança de explicar Oumuamua sem ter que recorrer a ideias mais sensacionais", disse Bergner ao site Motherboard.

Mais objetos interestelares devem aparecer no futuro

No momento de sua detecção, o objeto já estava deixando o sistema solar a uma alta velocidade, o que impediu o lançamento de uma missão para checá-lo mais de perto. Por conta disso, os cientistas conseguem estudá-lo somente por meio da análise de objetos interestelares semelhantes ou mecanismos científicos já conhecidos, como no caso de Jennifer.

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Uma grande ajuda deve vir do futuro Observatório Vera C. Rubin, localizado no Chile e que será capaz de mapear todo o céu visível, que tem inauguração prevista para 2024. Segundo os astrônomos, conseguiremos localizar pela estrutura ao menos um objeto interestelar por ano. Com isso, o entendimento humano sobre o comportamento dos mesmos será aprimorada e, quem sabe, obteremos a resposta definitiva do Oumuamua através de seus 'irmãos'. e muito mais

Fonte: ExtremeTech, Terra

Postado por: abio Tarnapolsky l Mundo conectado

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