Sábado, 10 de outubro de 2026

Cientistas estudam impacto da anomalia do campo magnético da Terra nos voos para o Brasil

Como detalha o site suíço parceiro aeroTELEGRAPH, a anomalia do Atlântico Sul descreve um ponto fraco no campo magnético da Terra, descoberto a partir da Estação Espacial Internacional (ISS).

Cientistas estudam impacto da anomalia do campo magnético da Terra nos voos para o Brasil
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Um grupo de pesquisadores da Agência Espacial Alemã, o DLR, realizou uma importante missão de investigação a bordo de um Airbus A350-900 da Lufthansa. Chamada de Atlantic Kiss, o voo teve por finalidade verificar se a chamada anomalia do Atlântico Sul pode causar um aumento da exposição da radiação naquela área.


Como detalha o site suíço parceiro aeroTELEGRAPH, a anomalia do Atlântico Sul descreve um ponto fraco no campo magnético da Terra, descoberto a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). Em consequência desse fenômeno, algumas regiões ao longo do oceano Atlântico abaixo da costa brasileira registram um aumento de raios cósmicos.

O DLR explica que isso ocorre porque o eixo do campo magnético não passa exatamente pelo centro da Terra, mas está ligeiramente deslocado e inclinado do eixo de rotação. Portanto, os cinturões de radiação ao redor da Terra chegam mais perto da superfície terrestre.

A bordo do avião da Lufthansa, foram montados diversos instrumentos, entre eles uma pesado sonda de nêutrons, destinado a medir raios gama.

Graças aos resultados dessa investigação, os cientistas ficaram tranquilos, pois às altitudes em que voam os aviões de passageiros não foi registrada nenhuma contribuição adicional significativa para o campo de radiação naquela região.

Esse voo especial, realizado no avião da Lufthansa, teve uma longa duração de ida e volta de Hamburgo às Ilhas Malvinas. Além da equipe DLR, havia uma tripulação de 40 pessoas a bordo, que assumiria um navio polar. A missão foi bem sucedida e tranquilizou todos quanto à possibilidade de aumento de exposição à radiação das regiões da anomalia, tanto para os passageiros de avião quanto para o tripulantes.

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Matthias Meier, líder da Missão Atlantic Kiss, afirmou que ainda há muita investigação a ser feita em torno desse assunto e que somente através de medições aprofundadas é que se pode ter segurança sobre a influência da Anomalia do Atlântico Sul na exposição à radiação em todas as altitudes.

Fonte: Carlos Ferreira l Aeroin

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