E com o peito embargado e um sentimento de uma falta do nosso corpo, que anunciamos com muita tristeza o falecimento do nosso primo de 1º grau Claudio Serpa Silva, 60 anos, natural da cidade de Barra do São Francisco/MG, chegando aqui em Colíder no mês de Junho da década de 1.975, proveniente da cidade de Terra Roxa/PR, na época participou ativamente no grupo de jovens “Jovens Unidos de Colíder”, sob a coordenação do Padre Silvino e irmã de caridade Soraya, e colaborava para ajudar o próximo em campanhas de ajuda às famílias carentes da nossa cidade.
Já no ano de 1.978, após a família ter se desiludido com à lida na lavoura, vieram morar na cidade, com muitas dificuldades criado sem Pai, ajudou a sua mãe Marina Serpa, a criar as suas cinco irmãs, Vilma, Zita, Zilda, Chirlene e Sueli.
Com muito esforço e honestidade o mesmo, foi trabalhar no Auto Posto Ouro Branco o primeiro posto de combustível da nossa cidade, onde começou trabalhando como lavador, e com a sua dedicação e presteza, não demorou, para ser promovido à frentista e meses depois, ao cargo de Gerente da empresa, onde anos depois o mesmo proprietário comprou o antigo Auto Posto Índio, bandeira “Texaco” na época e ele gerenciou por anos, os dois postos de combustíveis.
Já na década de 1.989, com a família se estabelecendo no estado do Pará, mais precisamente em Castelo do Sonhos/PA, o mesmo acompanhou à sua família, montando naquela cidade uma Auto Elétrica Eletro Campo. No ano de 2.017 aproximadamente, foi morar na capital Sul Matogrossense Campo Grande, Claudio sempre foi um apaixonado por tecnologias. Em dezembro de 2.020, o mesmo foi residir na cidade de Guarantã do Norte/MT, onde trabalhava numa empresa de auto elétrica em Guarantã.
Cláudio era assim cheio de sonhos e indagações! Construtor nas horas vagas, e desde adolescente sempre muito criativo e curioso, lembro que na década de 1.977, o mesmo criou com recursos dispostos, fazendo uso de uma capa dura de caderno, algumas hastes de alumínio, um pequeno motor de carrinho de controle remoto, e acreditem ele voava, não como ele gostaria que fosse, devido o peso que ficou o pequeno aviãozinho, onde na época só existiam apenas as pilhas grandes. Na época apelidamos ele de “Professor Pardal”, pelas suas engenhosidades e o jeito criativo de ser.
O mesmo foi contaminado com o vírus da COVID-19, no inicio do mês de abril, onde sentiu muita falta de ar, teve que ser hospitalizado no Hospital Nsª do Rosário, onde ele ficou internado por cerca de seis dias, e depois levado para o Hospital Jardim Vitória, e dias depois teve melhoras saiu do hospital, o mesmo teve que ser internado ontem (20), foi intubado na parte da tarde ele não resistiu e o mesmo veio à óbito por volta das 22hs, onde acabou perdendo à batalha para este virus maldito. O seu corpo foi sepultado em Guarantã, onde residem parte de nossos parentes, irmãs, filha e neto. O mesmo era solteiro e deixa dois filhos Darthan Machado e Deborah Machado Serpa.
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Gente vocês não sabem e não tem ideia do que é perder um ente querido, para uma maldita doença, que é silenciosa e ninguém sabe, quem está contaminado, somente Deus para nos dar forças e buscar uma razão para continuar lutando, mais esperamos em Deus, que em breve todos sejam imunizados e esta doença pare de matar os nossos. Meus sinceros sentimentos aos amigos e nossos familiares neste momento tão difícil, em que e sepultar uma pessoa, que tinha muito para ensinar e passar conhecimentos, vai com Deus meu primo “Professor Pardal”, que o criador ter receba de braços abertos e te conceda um lugar especial ao lado dele, porque aqui na terra, você cumpriu sua missão.


