Colíder já foi polo regional em saúde e educação entre os anos de 2006 a 2012, é um município forte como bacia leiteira que está em transição para a agricultura, mas a situação atual do município é de falta de investimentos em geração de emprego e renda, o que o impulsionaria novamente a destaque nesses setores. As instituições que formavam profissionais técnicos como Senac e Senai, fecharam as portas e os sistemas de saúde e segurança vivem o caos.
Há pouco tempo, tínhamos dois frigoríficos que geravam milhares de empregos, e, outras empresas pequenas que também empregavam, mas em 2019 é só incerteza, muitas empresas locais diminuíram os tamanhos, reduziram o número de funcionários e algumas tiveram de fechar as portas.
Faltam medicamentos considerados básicos nos postos de saúde, o HRCOL ( Hospital Regional de Colíder ) num passado nem tão distante, foi referência em saúde, com mais de 40 médicos e centenas de enfermeiros e auxiliares, UTI’s( unidades de terapia intensiva) neonatal, pediatria com equipamentos modernos e atendimento humanizado. Hoje tem as portas fechadas para a população, familiares de pacientes reclamam que não podem acompanhá-los quando internados. é "salve-se quem puder. " E quem pode?

Na foto o prefeito Noboru Tomiyoshi (PSD) ( de costas à esquerda) segura e vislumbra o que parece ser a planta de simples faixas de sinalização na Avenida Marechal Rondon, juntamente com o sec. de obras Iran Sales (centro de óculos escuros ) e funcionários.

Empresa fechada e abandonada na av. Tancredo Neves, em pleno centro de Colider ( Foto Jornalista Joel Teixeira )
Todos os anos quando os assaltos e a violência intensificam, autoridades se reúnem e não se resolve. Há inúmeros casos como chacinas, suspeitas de execuções, e mortes misteriosas que caem no “esquecimento”. Ninguém dá satisfação à sociedade, a Promotoria de Justiça parece que vive em um mundo distante, intocável e praticamente inacessível. Parece irreal o que vivemos em Colíder. O povo não tem a quem recorrer.
Está na hora de aqueles que se dizem “donos da cidade” começarem a deixar de fazer festinhas de “faz de conta” para sustentar “status” e passarem a cobrar por melhorias a “seu quinhão”, afinal todo “dono” deve zelar pela sua propriedade. Está na hora de a população sair às ruas e tal qual fazem quando há um forrozão gratuito ou churrasção de carne dura, partirem para cobrar mais desses governantes, que só olham para a meia dúzia de protegidos deles, porém a maioria que paga impostos , fica à mercê de migalhas .
Faltam estratégias governamentais locais para captar e fomentar o desenvolvimento em Colíder e esse governo de Noboru e Ono já provou que está longe disso. Administradores que praticamente estouram o orçamento em folha de pagamentos, demoram anos para começarem a fazer obras básicas (lição de casa) como reparos em meio fio, faixas de sinalização, pontes, tapa-buracos e asfaltamentos, não podem sequer achar que são razoáveis. Falta muito para isso.


