A Coligação 'A Força da União', encabeçada pelo candidato Wellington
Fagundes (PRF) requereu ao corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de
Mato Grosso (TRE-MT) ação de investigação judicial (AIJE) em face da
candidatura ao governo do Estado por Mauro Mendes (DEM) e seu vice
Otaviano Pivetta e ainda de Júlio José de Campos, na condição de
representante da coligação “Pra Mudar Mato Grosso"
(DEM/PSD/PDT/PSC/MDB/PMB/PHS/PTC).
A solicitação prevê ainda a decretação da cassação do registro ou
diploma dos candidatos Mauro e Otaviano, acrescido da declaração de
inelegibilidade por 8 (oito) anos de todos os investigados. Requereram
ainda aplicação de multa no valor de R$ 500 mil (dia) caso persista
descumprimento de vedação de novas inserções com os conteúdos que
originaram a AIJE. Aduz a peça, que os candidatos Mauro e Pivetta
divulgam inúmeras propagandaseleitorais negativas no rádio e na TV com
"conteúdo calunioso, injurioso, difamatório e com montagens para
confundir o eleitor". O pedido foi protocolizado na data de 29 de
setembro de 2018.
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Fundamentam ainda a peça citando que, apesar das decisões, a coligação a
que pertencem ignora as determinações judiciais "desprezando por
completo a pena pecuniária arbitrada pela Justiça Eleitoral. Esse
cenário demonstra o flagrante abuso de direito com relação a
prerrogativa concedida para fins de propaganda eleitoral gratuita no
Rádio e na TV (Art. 47 da Lei nº 9.504/97). Nestes casos a sanção
jurisdicional não pode se limitar à suspensão dos programas, concessão
do direito de resposta e perda do tempo no rádio e na TV, sobretudo
diante da gravidade da situação".
Anexaram ainda ao pedido que a imprensa tem veiculado reportagens
informando que a coligação prefere o pagamento de multas ao cumprimento
das ordens. "A ação de investigação judicial eleitoral é o mais
importante instrumento processual de combate ao abuso de poder no
processo eleitoral", defende a assessoria jurídica.
Em um dos exemplos citados, a defesa cita propaganda que o público é
questionado se conhece Wellington? Na sequência, a reposta: "Ele é réu
no Supremo Tribunal Federal, acusado pelo Ministério Público de
corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 12 anos no Congresso, seu
patrimônio cresceu 1.200%. Wellington foi condenado em julho pela
Justiça Federal por improbidade administrativa. Na Operação Lava Jato é
acusado de ter recebido R$ 300 mil em propina dos irmãos Wesley e
Joesley Batista.
Quem conhece Wellington, não vota em Wellington.” A assessoria cita
ainda que Fagudes não é reú no STF, mas apenas investigado uma vez que
uma denúncia foi, de fato, recebida, porém, essa decisão foi objeto de
embargos de declaração com pedido de efeitos infringentes.
Outro Lado
A assessoria da coligação, procurada, informou que não há
descumprimento de nenhuma decisão judicial e que isso será comprovado
nos autos.
Coligação de Fagundes pede no TRE cassação de Mauro e Pivetta por descumprimento de decisões
ELEIÇÕES 2018
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