Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Com adoçantes contraindicados pela OMS, o que colocar no cafezinho?

Uso de açúcar, especialmente refinado, deve ser moderado e nunca ultrapassar o equivalente a sete colheres de chá em um dia

Com adoçantes contraindicados pela OMS, o que colocar no cafezinho?
Foto: Arquivo Colíder News

Fonte: R7 - A nova diretriz da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contraindica o uso de uma série de adoçantes, exceto a pessoas diabéticas, deixou muita gente frustrada.

A agência alega que há evidências científicas de que esses produtos são ineficazes para a perda de peso, além de oferecerem "potenciais efeitos indesejáveis do uso prolongado, como um risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos".

Mas, no dia a dia, não é todo mundo que consegue tomar um cafezinho amargo. Quais seriam, então, as alternativas?

Primeiro, é essencial entender que o chamado açúcar livre (aquele que é adicionado a um alimento) pode ser consumido, desde que com moderação.

Segundo o NHS (Serviço Nacional de Saúde, do Reino Unido), adultos não devem ingerir mais do que 30 g de açúcares livres por dia, o que equivale a aproximadamente sete colheres de chá.

A OMS é um pouco mais flexível e estabelece como limite 12 colheres (50 g).

Segundo o Ministério da Saúde, os brasileiros consomem diariamente, em média, 18 colheres de chá de açúcar livre (80 g).

"Desse total, 64% correspondem aos açúcares adicionados a alimentos e bebidas. O restante do consumo é o açúcar presente em alimentos processados e ultraprocessados", diz a pasta.

Deve-se considerar, portanto, além do que se coloca no cafezinho, o que já está em outros alimentos que consumimos normalmente, como bolos, biscoitos, bebidas adoçadas, chocolates etc.

No rótulo dos alimentos, é possível encontrar a quantidade total de açúcares.

Já a frutose, a glicose e a lactose, por exemplo, são açúcares naturais presentes em frutas, vegetais, grãos e laticínios que consumimos no dia a dia. Essas fontes são as mais indicadas, já que são absorvidas mais lentamente pelo organismo, sem causar picos glicêmicos.

O açúcar de mesa — aqui no Brasil feito a partir da cana-de-açúcar — é a sacarose, composto de uma molécula de frutose e uma de glicose.

Dentre os açúcares, o que mais preocupa é o refinado, pois seu processo de produção remove os nutrientes e as fibras presentes na cana-de-açúcar, o que faz com que ele seja uma fonte de calorias vazias.

Vários estudos científicos já mostraram que o açúcar refinado aumenta o risco de a pessoa desenvolver obesidade e diabetes tipo 2, por causar picos de glicose no sangue. O consumo excessivo também é associado a problemas cardiovasculares e a cáries dentárias.

Uma opção ao açúcar refinado é o mascavo, que não é tão processado quanto o primeiro. Por essa razão, ele eleva gradualmente os níveis glicêmicos no sangue. Além disso, possui, ainda que em pequenas quantidades, nutrientes como cálcio, ferro, magnésio e potássio.

Outra opção é o açúcar demerara, que também tem um nível de processamento menor que o refinado, mas não mantém tanto melaço quanto o mascavo e, portanto, é mais claro.

O açúcar de coco tem efeito semelhante, pois possui baixo teor glicêmico. Assim como os demais, não deve ser usado em excesso. 

A Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, sugere o uso do mel como adoçante, mas também com moderação, devido a seu alto valor calórico. 

O mel é um alimento rico em oligossacarídeos prebióticos, que ajudam a flora intestinal, além de ter vitaminas E, C e minerais. Não deve, todavia, ser dado a bebês, por poder ter esporos de bactérias do botulismo, o que representa um risco à saúde deles.

Uma estratégia para manter o açúcar do cafezinho é cortar o que está presente em outros alimentos.

Por fim, reduzir o consumo de produtos industrializados e optar por mais frutas e alimentos naturais é uma forma de ingerir menos açúcar. 

Cortar o açúcar totalmente da dieta não é recomendado. 

"Sem açúcar, nossos corpos devem encontrar fontes alternativas de energia. Então, eles usam corpos cetônicos [substâncias produzidas pelo fígado] como combustível — basicamente, o corpo entra em modo de fome. Uma dieta sem carboidratos ou açúcares pode causar “gripe cetogênica”, com sintomas como dor de cabeça, fadiga e nevoeiro cerebral", alerta a Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Adoçantes

As substâncias contraindicadas pela OMS foram: 

• acessulfame de potássio

• aspartame

• advantame

• ciclamato

• neotame

• sacarina

• sucralose

• estévia

• derivados de estévia

A avaliação da OMS não considerou uma categoria de adoçantes chamada de polióis, que incluem o eritritol e o xilitol.

Um estudo recente relacionou o eritritol a taxas mais altas de ocorrência de ataques cardíacos e AVC. Segundo os pesquisadores, a correlação entre ambos se daria pelo aumento da probabilidade de formação de coágulos sanguíneos.

Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;

Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.

Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.

Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter.

Siga o Colidernews também no Instagram.

Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.

Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.

Psyllium: conheça este suplemento natural que pode diminuir os níveis de colesterol ruim no sangue

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
Auto Posto Pit Stop
Conexão especial Auto Posto Pit Stop Conhecer parceiro