Comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Correa Mendes descartou qualquer tipo de "corporativismo" dentro da instituição, que possa beneficiar policial militar que matou a tiros Thiago Graciote Moraes, 29. Na manhã desta quarta-feira (9), Mendes afirmou que o agente foi transferido da cidade de Cotriguaçu (950 km a noroeste de Cuiabá), onde ocorreu o assassinato.
Crime ocorreu na noite de sábado (5) após polícia ser acionada para atendimento de uma ocorrência de confusão em um comércio de Cotriguaçu. No local, desarmado e de mãos para cima, o jovem foi morto com tiros no coração e na barriga.
Durante entrevista ao programa Tribuna, da rádio Vila Real FM, comandante-geral deu detalhes sobre a linha de defesa que tem sido adotada pelo policial. Segundo Mendes, militar apontou que, durante a abordagem, acreditou que a vítima estava armada e, por conta disso, atirou contra o jovem.
"Fase investigativa não posso fazer juízo de valor condenando ou inocentando qualquer pessoa. O que estou dizendo é que toda investigação está sendo realizada na maior transparência possível para que a realidade dos fatos chegue. Então, se realmente a ação foi irregular, o policial vai ser condenado. Se na ação ele agiu dentro dos trâmites reais, é isso aí que vai dizer na própria ação penal", disse.
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"Perícia vai dizer o que ocorreu no teatro do local do crime e aí cabe ao Ministério Público. Nós temos total confiança no Ministério Público do estado, que está acompanhando de perto. Aqui não tem ninguém para, como se usou o termo corporativismo, a Corregedoria da Polícia Militar é uma unidade, atuamos há muito tempo e é só perguntar para os advogados do estado de Mato Grosso se a Corregedoria é corporativista ou não", acrescentou.


