Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Contas públicas têm déficit de de 68,7 bilhões no primeiro semestre de 2024, pior resultado desde 2020

Aumento das despesas com Benefício de Prestação Continuada e tragédia do Rio Grande do Sul estão entre os principais motivos do déficit

Contas públicas têm déficit de de 68,7 bilhões no primeiro semestre de 2024, pior resultado desde 2020
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Relatório do Tesouro Nacional divulgado nesta sexta-feira (26) mostrou que as contas do governo federal tiveram um déficit de 68,7 bilhões no primeiro semestre de 2024, pior resultado para o período desde 2020, quando a pandemia da Covid-19 afetou o mundo.


As despesas do governo nos primeiros seis meses do ano foram de R$ 501,9 bilhões, uma alta de 8,7% acima da inflação. Comparado ao ano passado, o gasto foi R$ 40 bilhões a mais.

As contas do governo incluem Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social.

Uma despesa que cresceu em 2024 foi do Benefício de Prestação Continuada (BPC), programa voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Entre janeiro e junho de 2024, foram R$ 54,2 bilhões no projeto, R$ 8 bilhões a mais comparado a 2023.

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Além disso, as despesas extras com o Rio Grande do Sul fizeram as contas ficarem mais altas. O governo federal enviou R$ 7,7 bilhões para combater as enchentes.

Levando em consideração apenas o mês de junho, o déficit foi de R$ 38,8 bilhões, uma queda de R$ 8,2 bilhões menor comparado ao mesmo período do ano passado. O principal motivo é o crescimento da receita líquida, que foi de 5,8% comparado a 2023.

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A despesa do governo subiu apenas 0,3% acima da inflação no período. Enquanto em 2023, parte do 13º dos aposentados foi paga em junho, neste ano o repasse foi feito entre abril e maio. Devido a mudança, o gasto com benefícios previdenciários teve uma queda real de 7% em junho.

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