O contrato entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o Banco Master previa inclusive uma “consultoria estratégica e jurídica” em investigações da Polícia Federal e nas polícias civis.
O documento previa pagamento de 3,6 milhões de reais por mês, durante três anos, o que totalizaria 131 milhões de reais. A íntegra foi anexada a um processo do STF que analisa as relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O contrato também incluía a implantação e o acompanhamento de um programa de integridade (compliance), consultoria jurídica em procedimentos administrativos no Banco Central, na Receita Federal e no CADE e atuação em “processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário”.
A PF descobriu que o documento foi alterado pelo próprio Moraes antes de ser assinado.
O documento foi assinado um mês depois da primeira reunião entre o magistrado e Vorcaro. Mensagens recuperadas pela PF mostram um intenso contato entre o fim de 2023 e o início de 2024, inclusive com encontros dos dois entre o Natal e o Ano-Novo.
Contrato de mulher de Moraes com Banco Master previa atuação até na PF
Escritório de Viviane Barci deveria realizar acompanhamento de inquéritos policiais



