A deputada federal Coronel Fernanda (PL) defendeu os policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte do jovem Daniel Kalininski, de 25 anos, no dia 5 de fevereiro após reagir a uma abordagem em Vera (distante a 458 km ao Norte de Cuiabá).
Fernanda, que é coronel reserva da PM, disse crer que os maiores culpados foram os amigos e família.
Conforme informações da Polícia, Diego possuía pelo menos três registros, entre eles por poluição sonora e desacato. O irmão dele, que também ficou ferido durante a ação dos PMs, possui registros pelos mesmos crimes.
“Houve vários culpados, mas, para mim, os principais são as pessoas que estavam envolvidas com esse rapaz que faleceu, porque não foi a primeira vez", disse ela em entrevista à Rádio Vila Real.
"Ele era conhecido na cidade por fazer esse tipo de arruaça, de enfrentamento, ir para cima da polícia”, acrescentou.
A deputada disse não ser fácil para um policial ir para um embate como este.
“Não foi o tiro do policial que ocasionou o assassinato, foram às ações anteriores [...] O policial puxou o gatilho, mas não é fácil ir para um embate desses. Você e mais um contra 10? Cadê o respeito às autoridades? Aos mais velhos? As famílias precisam trabalhar isso”, acrescentou.
Polêmica das câmeras
Nova na Câmara Federal, Fernanda disse, ainda, ser contra o uso de câmeras de segurança nos uniformes dos policiais. Segundo ela, a implantação do sistema pode tirar a “liberdade” dos agentes e “não resolve nada”.
“Por isso que eu sou contra as câmeras da forma como está sendo colocada [...] Não vai ser uma câmera que vai fazer um policial errar ou não”, disse.
“Enquanto as forças de Segurança Pública não forem adequadas para a realidade, serei contra as câmeras. Vamos obrigar o Estado que façam mais concurso, resolvam efetivo, resolva a questão de armamento, daí sim pensar em câmeras nas fardas”, concluiu.
Impasse na AL
Tramita na Assembleia Legislativa, desde fevereiro de 2022, um projeto de lei para obrigar o Governo do Estado e instalar câmeras de vigilância no interior dos veículos e aeronaves das Polícias Civil, Militar, Penal e dos Bombeiros, além de coletes e capacetes.
O projeto determina que as câmeras usadas deverão ser de ponta para facilitar a identificação dos envolvidos e da ação, bem como as imagens devem ser preservadas na nuvem, não sendo permitido apagá-las.
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A matéria é de autoria do deputado Wilson Santos (PSDB), que justifica a necessidade da adoção das medidas como forma de “resguardar o policial e comprovar a correta abordagem, preservando a ação e as provas nelas colhidas”, além de citar que é algo adotado pelas polícias de outros países e até mesmo no Brasil.


