Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Criminoso mata sogro e concunhado da ex e acaba preso

Considerado de extrema periculosidade, o suspeito, que estava em liberdade condicional, deve voltar ao regime fechado

Criminoso mata sogro e concunhado da ex e acaba preso
Foto: Arquivo Colíder News

A Polícia Civil prendeu, na tarde desse sábado (5), J. W. de F. de 31 anos, por matar o pai e o concunhado de sua ex-companheira, em Várzea Grande.


O mandado de prisão foi cumprido pelos policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Conforme a investigação da DHPP, ele era extremamente violento e batia na ex-companheira desde 2018. Em uma dessas agressões, o concunhado dela tentou intervir e acabou morto a facadas.

À época, a ex-companheira chegou a solicitar medida protetiva em desfavor dele, que chegou a ser preso por descumprimento da medida. Contudo, ao ganhar a liberdade condicional, as agressões reiniciaram, fazendo com que ela solicitasse nova medida, em 2025. Eles tinham um relacionamento de separações e voltas.

De acordo com que foi apurado na investigação, foram inúmeras ameaças feitas por parte do agressor depois de sua soltura. Segundo o delegado Edison Pick, o agressor possuía característica extremamente ameaçadora e violenta. Ele permanecia perto da vítima depois das agressões, o que levava ela a temer o acionamento do botão do pânico.

Diante desse cenário de recorrente violência doméstica, em 8 de junho de 2025 o pai dela ficou indignado com mais uma ocorrência de agressão e saiu em defesa da filha, mas também foi espancado por ele. Devido à gravidade dos ferimentos, ele chegou a ficar internado em uma unidade de tratamento intensivo (UTI), mas morreu 10 dias depois.

Medo e violência

Conforme a investigação da DHPP, toda a família tinha temor diante das ações violentas dele. Por esse motivo, quando ele espancou o pai da ex-companheira, eles chegaram a informar aos policiais que os ferimentos teriam sido em decorrência de um roubo.

Contudo, novas diligências policiais evidenciaram o que de fato teria ocorrido, que o pai teria sido violentamente espancado por ele. A informação foi confirmada pela vítima que, mesmo com a morte do pai, chegou a ser agredida novamente pelo homem em 28 de junho deste ano. A informação também foi corroborada pela sua irmã.

Mesmo em liberdade condicional, com o uso de tornozeleira, o criminoso mantinha o mesmo modo operandi de agir, mediante violência e ameaça junto a sua ex-companheira e de seus familiares.

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Considerado pelos policiais como um homem de extrema periculosidade, ele deve voltar ao regime fechado e responder por mais um crime de homicídio, além de violência doméstica no âmbito da Lei Maria da Penha.

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