Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Curte ai...

Olhamos mais a tela do celular do que para nós mesmos.

Curte ai...
Foto: ArquivoFoto: Arquivo Colíder News

Estamos vivendo num mundo onde as pessoas estão cada vez mais cuidando do outro do que de si.

Olhamos mais a tela do celular do que para nós mesmos.

Olhamos mais pra fora do que pra dentro.

E neste movimento estamos nos perdendo, desistindo de nossa própria essência.

Pessoas trabalham arduamente para conseguir a self ideal e manter a pose de vida perfeita, mesmo que em meio ao caos.

Onde vamos parar com isso tudo? Esta pode ser a pergunta que não quer calar.

Pessoas vão as redes sociais darem satisfação de suas vidas. Estão ignorando os princípios básicos da sobrevivência. Diz a sabedoria popular que devemos guardar nossos projetos e sonhos até que tudo esteja consumado.

Não é isso que estamos presenciando. O que há é uma série de pessoas que compartilham desde o acordar ao adormecer.

Um movimento constante e incessante de informações em busca de likes e de views.

Coraçãozinhos, mãozinhas e lá vamos nós em direção a vida perfeita.

Será que isso tudo terá volta? Esta pode ser a pergunta de um milhão de dólares.

Um dia talvez vamos acordar e dar ouvido às nossas dores.

Não é a toa que a depressão tem se tornado uma pandemia e que muitos já tenham perdido a empatia e se entregado a apatia completa e plena.

Dizem que vivemos de ciclos, o que significa que as coisas vão e voltam numa velocidade que não podemos controlar.

A moda é o principal termômetro disso tudo. Vira e mexe e as roupas de nossos antepassados voltam a ocupar nosso guarda-roupa.

A questão aqui é que estamos nos perdendo de tal maneira que vejo que em muito breve não teremos mais pra onde ir e tão pouco pra onde voltar.

Esse parece ser mesmo um caminho só de ida e neste processo estamos definindo que nossos filhos serão escravos das mídias sociais e prisioneiros de seus próprios quartos de onde já hoje relutam em sair.

Pobre humanidade, pobre de nós. O que um dia pareceu um sonho têm se transformado num grande pesadelo de onde ninguém quer acordar.

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Se for tarde demais só nos resta o lamento. Somos os últimos. Os únicos que poderão um dia sentar com o celular na mão em busca de mais um vídeo curto e lembrar com saudade de uma época que já não existe mais.

E por vias das dúvidas, se você gostou desse escrito deixe seu like, compartilhe com os amigos e se inscreva no canal, afinal nesta dança macabra só nos resta mesmo aumentar o volume e dançar.

 

Luiz Fernando Fernandes é jornalista em Cuiabá. 

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