O empresário Alan Malouf, delator premiado que escolheu como alvo primário o governador Pedro Taques (PSDB), colaborou junto ao Ministério Púbico Federal (MPF) relatando suposto esquema envolvendo a Gráfica Print, do empresário Dalmi Defanti. Mais de R$ 2 milhões foram transacionados pela empresa, de acordo com o delator da operação Rêmora.
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Segundo Malouf, a empresa prestou serviço ao tucano recebendo valores, mas depois devolveu o dinheiro na forma de caixa 2 durante o pleito eleitoral de 2014. A devolução, conforme o delator, foi feita de forma não declarada.
Taques mostrou receio em vincular sua imagem à gráfica que estava sendo investigadas por crimes em gestões passadas. Ainda segundo Malouf, o dinheiro devolvido era entregue a Julio Modesto, que ocupou cargo de secretário de Casa Civil na gestão.
Para comprovar as irregularidades, o colaborador premiado chegou a entregar planilhas ao Ministério Público federal.
A delação
O ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da delação premiada feita pelo empresário Alan Malouf, dono do Buffet Leila Malouf, junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão é do último dia 15.
Na delação, Malouf revela dados de esquema de arrecadação de verbas, captadas mediante a doação de empresários e a formação de chamado caixa 2, destinadas à campanha eleitoral de Taques ao governo de Mato Grosso, em 2014.
Segundo asseverou Malouf, que na época era um dos coordenadores de campanha do tucano, o retorno aos doadores consistiria na celebração de contratos, regulares ou não, com o poder público.


