Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Depoimento de detenta levanta dúvidas após citação de cicatriz abdominal inexistente de investigador

O caso ganhou repercussão nacional após a confirmação do exame de DNA que apontou a compatibilidade do material genético do policial com o coletado no corpo da vítima.

Depoimento de detenta levanta dúvidas após citação de cicatriz abdominal inexistente de investigador
Rep. Jk NoticiasFoto: Arquivo Colíder News
Uma nova prova documental no caso envolvendo a Delegacia de Sorriso aponta fragilidades relevantes na tese de estupro envolvendo o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva.

Além do Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) afirmar que não há vestígios de conjunção carnal recente nem lesões externas ou genitais compatíveis com violência sexual, em seu depoimento a denunciante afirma que o acusado teria uma grande cicatriz na região do abdômen.

O caso ganhou repercussão nacional após a confirmação do exame de DNA que apontou a compatibilidade do material genético do policial com o coletado no corpo da vítima.

Conforme verificação constante nos autos, Manoel Batista da Silva não possui qualquer cicatriz ou marca abdominal, o que compromete diretamente a identificação do investigado. Manoel foi indiciado por estupro, denunciado por uma detenta de 24 anos contra o investigador da Polícia Civil, ocorrido dentro da Delegacia.

Além disso, a descrição física apresentada no depoimento é incompatível com as características corporais de Manoel Batista da Silva, ampliando as inconsistências do relato.

O caso também apresenta fragilidades processuais. Nos procedimentos SIMP nº 000950-025/2025 e nº 009998-025/2024, a promotora de Justiça Fernanda Pawelec Vasconcelos declarou-se suspeita para atuar em processos relacionados à atuação do delegado Bruno França Ferreira, a fim de evitar contaminação de atos e futuras nulidades. A promotora já se afastou de mais de 400 procedimentos envolvendo o referido delegado.

No campo técnico, as provas reunidas até o momento são consideradas inconclusivas e não permitem afirmar, de forma inequívoca, a autoria ou a materialidade do crime.

O investigador segue preso e à disposição da Justiça, enquanto o inquérito avança para a fase final.

Uma mulher, de 24 anos, revela que foi vítima de violência sexual dentro de uma delegacia. Esse fato grave parece ser apenas o início de uma questão perturbadora que se apresenta ainda mais séria. No interior do Brasil, o encontro com uma jovem que tem relatos perturbadores dos dias em que ficou presa: “O abuso sexual, carnal. Foi o mais difícil para mim, mais dolorido”, relata a vítima. Atos sexuais forçados. Distorções graves do procedimento policial.

A denúncia atinge em cheio a segurança pública de um território conhecido por sua prosperidade. O principal suspeito é um experiente investigador da Polícia Civil. Manoel Batista da Silva, de 52 anos. 25 deles dedicados aos serviços públicos. A denunciante é uma jovem de 24 anos, com a identidade preservada. Ela foi presa preventivamente em 08 de dezembro de 2025: “Eles alegam que eu fiz um homicídio”, declara. Além disso, já tinha antecedentes criminais e ser condenada por tráfico.

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