Domingo, 11 de outubro de 2026

Deputada critica lockdown e diz que medida não é eficaz no combate à Covid-19

Na crítica ao lockdown, a deputada citou exemplos internacionais em que a medida foi adotada e mesmo assim os casos de infecção por Covid-19 não diminuíram.

Deputada critica lockdown e diz que medida não é eficaz no combate à Covid-19
Foto: Arquivo Colíder News

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) utilizou as redes sociais nesta terça-feira (30) para criticar o lockdown como medida eficaz no enfrentamento à Covid-19. O posicionamento ocorre um dia depois da desembargadora Maria Helena Póvoas, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), obrigar 50 municípios do estado a seguirem o último decreto de Mauro Mendes (DEM), que prevê quarentena obrigatória de dez dias em cidades classificadas com risco muito alto para a disseminação do coronavírus.


A parlamentar ainda usou suas plataformas digitais para defender que o governador sancione um Projeto de Lei do falecido deputado Silvio Fávero, que coloca as igrejas entre as atividades essenciais. “Para nós católicos a Semana Santa é inegociável”, disse Janaína.

Na crítica ao lockdown, a deputada citou exemplos internacionais em que a medida foi adotada e mesmo assim os casos de infecção por Covid-19 não diminuíram. “Nessa última semana vimos a chanceler alemã, uma das mulheres mais poderosas do mundo, pedir desculpas por ter decretado um lockdown de forma precipitada em plena semana santa, vimos o aumento de casos em Paris mesmo com lockdown”.

Janaína afirma que o lockdown é extremo e amargo para o setor do comércio. A deputada prevê o aumento da crise financeira afetando mais famílias.

“Esta medida extrema e amarga prejudica principalmente o comércio, já exaustos com a crise econômica que enfrentamos. Muitos fecharão as portas pela última vez e não conseguirão mais reabrir, famílias que tinham sua independência garantida com o suor do seu trabalho, passarão a fazer parte dos mais de 14% desempregados brasileiros. A culpa não é do comércio, não é justo que trabalhadores continuem a arcar com a responsabilidade que é do poder público.”

Uma seguidora da deputada rebateu a informação lembrando o caso de Araraquara, em São Paulo, que adotou o lockdown e foi bem sucedida. “Ao mesmo tempo nós vimos Araraquara zerar o número diário de mortos com um lockdown enquanto o Brasil se aproxima de 4 mil mortos diários. É um remédio amargo quando falta Estado e planejamento. De qualquer forma: morrer também prejudica os negócios”, escreveu. 

Outro seguidor, Bruno Pinheiro, que diz trabalhar na área da saúde, lembrou do colapso no setor: “São mais de 300 mil mortos no Brasil, deputada. Hospitais em colapso, nós profissionais de saúde exaustos e sobrecarregados, o Brasil virando um celeiro de novas variantes que podem comprometer a eficácia das vacinas disponíveis... Que remédio é amargo demais para amainar isso?”

Por fim, a deputada finalizou a mensagem a seus seguidores defendendo a vacinação da população como forma de voltar ao normal. “Todo trabalho é essencial quando ele alimenta uma família. Precisamos de menos fechamentos e mais vacinas! Só com o povo vacinado teremos a certeza que nossa vida voltará ao normal”, postou Janaína.

Atividade essencial 

Apesar da cobrança da parlamentar, no decreto estadual de número 874 diz que, mesmo nos municípios com risco muito alto para Covid-19,  "os eventos sociais, corporativos, empresariais, técnicos e científicos, igrejas, templos e congêneres, cinemas, museus, teatros e a prática de esportes coletivos são permitidos, respeitado o limite de 30% (trinta por cento) da capacidade máxima do local, observados os limites de horário definidos nos incisos deste artigo.

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Projeto de Fávero

No Projeto de Lei de número 333/2020, o falecido deputado Silvio Fávero pede que a atividade religiosa seja considerada como essencial para a população de Mato Grosso em tempo de crises ocasionadas por moléstias contagiosas ou catástrofes naturais. Entretanto, ele destaca que "para aplicação da presente lei, devem ser observadas as recomendações expedidas em cada caso pela Secretária Estadual de Saúde".

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