O líder de governo na Assembleia Legislativa (ALMT), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) teria recebido um total de R$ 975.955,00 em propina entre 2014 a 2018, segundo as investigações da Operação Rota Final do Ministério Público Estadual (MPMT). A quantia, que incluía vantagens como passagens de ônibus, teria sido paga pelo empresário e também alvo da ação, Eder Augusto Pinheiro, proprietário da Verde Transportes.
O MPMT aponta que o recebimento de propina é referente à obstrução de um procedimento licitatório para manter a exploração precária do serviço público de transporte intermunicipal.
Dilmar e o ex-deputado Pedro Satélite, em conjunto com Eder Pinheiro, teriam feito lobby (pressão política utilizando o Poder Público) para embargar o procedimento licitatório do transporte público.
De acordo com o MPMT, Dilmar Dal Bosco teria recebido R$ 512,6 mil em propinas durante os anos de 2014 a 2017, com o auxílio de sua assessora parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Cristiana Cordeiro Leite Geraldino.
O parlamentar também teria recebido R$ 150 mil em vantagem indevida, todas custeadas por Eder A quantia teria sido dividida em 15 parcelas de R$ 10 mil.
“Com base em evidências obtidas após o cumprimento das medidas cautelares deferidos e do conteúdo de colaboração premiada, a investigação alcançou/obteve novos elementos que induzem o envolvimento de Dilmar Dal Bosco, tendo sido inclusive apreendidos canhotos de cheques, com campos intitulados Pago e Depósito, registrando Dilmar e R$ 10 mil”, diz trecho da denúncia do MPMT.
Segundo a investigação, Cristiana Geraldino receberia o pagamento mensal de propinas em nome de Dilmar Dal Bosco, por meio de cheques adimplidos por Éder Augusto Pinheiro.
Além disso, o MPMT aponta que Dilmar recebeu passagens de ônibus como supostas cortesias do Grupo Verde, na quantia de R$ 313.315,20 nos anos de 2012 a 2018.
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A terceira fase da Operação foi deflagrada na sexta-feira (14) pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) e Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O Naco e o Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão contra Dilmar, o ex-deputado Pedro Satélite, Éder Pinheiro e Cristiana Geraldino.
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