Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Deputado do PT aciona STF contra Tarcísio por articulação pela anistia

Parlamentar cita que movimentação do governador tenta

Deputado do PT aciona STF contra Tarcísio por articulação pela anistia
Foto: Arquivo Colíder News
No documento, o parlamentar afirma que o chefe do Executivo paulista estaria praticando os crimes de obstrução de justiça por se encontrar, por exemplo, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o projeto de lei que visa anistiar os condenados do 8 de janeiro.

O documento foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes. Como apurou a CNN, Hugo e o governador se reuniram hoje na capital federal para tratar do tema. 

Falcão acrescenta que o encontro acontece em meio ao início da ação penal 2668, que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

A petição já se encontra presente nos autos do processo.

"O governador Tarcísio de Freitas deslocou-se a Brasília com o objetivo de articular junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e lideranças do Parlamento, uma interferência direta no exercício do Poder Judiciário, com o pretexto de tramitação de um projeto de anistia destinado a beneficiar Jair Bolsonaro e outros réus da trama golpista", diz o texto.

"Ao tentar aprovar uma anistia enquanto se realiza um julgamento, o Governador busca criar um 'atalho político' para impedir a conclusão da persecução penal, tornando-a sem efeito", acrescenta o documento.

O fato da reunião acontecer em meio ao processo criminal não seria um "fato isolado", mas, sim, uma "tentativa explícita" de influenciar o caso, continua o deputado.

A CNN procurou o Palácio dos Bandeirantes para comentar a representação e aguarda retorno.

O petista responsável pela ação pede que haja uma apuração sobre a origem dos recursos para a viagem de Tarcísio a Brasília, além de medidas cautelares pessoais, como:

proibição de ausentar-se do território nacional sem prévia autorização deste Supremo Tribunal Federal;
entrega e retenção do(s) passaporte(s), inclusive diplomático, enquanto perdurar o risco de interferência em julgamento;
incomunicabilidade com réus e investigados na AP 2668 e INQ 4995; e
abster-se de atuar, direta ou indiretamente, de forma a pressionar esta Suprema Corte ou seus ministros em julgamentos em andamento, sob pena de decretação de prisão preventiva em caso de descumprimento (art. 312, §1º, CPP)

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