Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Digital influencer é detido por se passar por policial civil no Instagram

O suspeito, que ostentava perfil no Instagram com fotos de viaturas, brasão e outros símbolos relacionados à instituição

Digital influencer é detido por se passar por policial civil no Instagram
Foto: Arquivo Colíder News
Um digital influencer, que se passava por policial civil, foi identificado e detido pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). O suspeito, que ostentava perfil no Instagram com fotos de viaturas, brasão e outros símbolos relacionados à instituição, foi interrogado na tarde de segunda-feira (31), em Cuiabá, e liberado na sequência. 


O perfil da rede social Instagram em que o investigado se apresenta como de Mato Grosso, signo de libra, e policial civil, colocando o site oficial da instituição como referência, possui mais de 4,8 mil seguidores.

Em uma das fotos (a qual foi apagada, antes mesmo do interrogatório), o falso policial aparecia próximo a uma viatura como a legenda “Polícia Civil não para nunca”. Em outra foto, mostra a imagem de um computador com um distintivo policial com a legenda “A Polícia não para”.

Questionado sobre o motivo de ter uma página na rede social em que se intitula como policial civil, o homem alegou ser um admirador da instituição e disse que não sabia que se tratava de crime e nem há quando tempo estava fazendo as postagens se passando por policial.

Com relação as fotos, o investigado disse não se lembrar como conseguiu algumas, mas confessou que  seguia  perfis de alguns policiais, os quais não conhecia pessoalmente, porém copiava e replicava as fotografias em seu perfil.

Segundo o delegado da DRCI, Ruy Guilherme Peral da Silva, além da questão da falsa identidade, o investigado também tem boletins de ocorrência registrados como suspeito de crimes de ameaça, apropriação, sequestro e cárcere privado.

“As investigações continuam para verificar se o suspeito não se valeu da falsa identidade de policial para cometer outros crimes”, disse o delegado.

O investigado responderá a Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de falsa identidade previsto no artigo 307 do Código Penal.
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