A celeuma instituída entre membros do Ministério Público e delegados da Polícia Civil ganhou mais um capítulo, neste domingo (28), após a Diretoria Geral da Polícia Civil afirmar, por meio de nota, que não compactua com as declarações do delegado Flávio Stringueta, que teceu duras críticas ao Ministério Público Estadual.
Reportagens publicadas pelo Jornal A Gazeta detalharam que a CPI das Cartas de Crédito da Assembleia Legislativa e apontaram que, pelo menos, R$ 73 milhões saíram do cofres públicos para quitar, como o nome diz, créditos a membros do MP, alguns de forma irregular.
Para engrossar o caldo, o promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, da 19ª Promotoria de Tutela Coletiva e Segurança Pública, ingressou com pedido na Justiça para o retorno ao MP de de 3 inquéritos da "grampolândia pantaneira" sob a responsabilidade da delegada Ana Cristina Feldner que, segundo ele, estão há dois anos com a delegada sem nenhuma investigação.
Nota de esclarecimento da Polícia Civil
"A Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso esclarece que não compactua com as declarações emitidas pelo delegado Flávio Henrique Stringueta em artigo divulgado na imprensa, onde tece comentários e críticas ao Ministério Público Estadual e ao Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.
A Polícia Civil esclarece que o artigo e as matérias consequentemente repercutidas sobre a publicação refletem exclusivamente a manifestação pessoal do delegado e tais opiniões não expressam correlação com as ideias e valores da direção da Polícia Civil em relação ao Ministério Público Estadual e ao Judiciário mato-grossense.
Finalmente, destacamos que o MPE e o Poder Judiciário têm sido grandes parceiros da Polícia Civil de Mato Grosso, com contribuição efetiva em ações de valores inestimáveis ao fortalecimento, estruturação e modernização da instituição, a fim de que os serviços essenciais de investigação criminal e acolhimento de vítimas possam ser continuamente prestados com a melhor qualidade à sociedade mato-grossense.
Atenciosamente,
Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso
Cuiabá, 28 de fevereiro de 2021"


