Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Dono de distribuidora é preso com mais de R$ 1,3 milhão em caixa térmica

Ele é dono da distribuidora Itália. Ação tinha como alvo uma quadrilha que desviou cargas de cerveja de uma fabricante nacional.

Dono de distribuidora é preso com mais de R$ 1,3 milhão em caixa térmica
Foto: Arquivo Colíder News

Leandro Queiroz Gontijo foi preso nesta quarta-feira (13), com R$ 1,381 milhão em uma caixa térmica, em Cuiabá, durante a operação Ceres. Ele é dono da distribuidora Itália. Ação tinha como alvo uma quadrilha que desviou cargas de cerveja de uma fabricante nacional. Vídeos gravados durante a ação mostram as cédulas no recipiente.


 

Quadrilha é alvo da Operação Ceres, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), que cumpriu 48 ordens judiciais de busca e apreensão de aparelhos celulares e computadores, arresto de bens móveis, quebras de sigilos bancário e fiscal e ordem de penhora no valor de R$ 12,782 milhões. 

 

Reprodução

Leandro Queiroz Gontijo

 

Durante o cumprimento dos mandados foram apreendidas também 68 caixas de cigarros contrabandeados e centenas de engradados de cervejas furtadas. Total das bebidas ainda segue sendo contabilizado. 

 

Leia também - funcionários de cervejaria são alvos da polícia por desvio milionário

 

A unidade policial instaurou inquérito, a partir do recebimento de uma denúncia sobre delitos de associação criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, receptação qualificada e falsidade ideológica contra uma quadrilha que desviava bebidas alcoólicas de 5 marcas produzidas pela cervejaria nacional.

 

Desvios de cargas de cervejas 

A investigação da Derf Cuiabá apurou que os desvios das bebidas alcoólicas das marcas Budweiser, Skol, Antártica, Brahma e Stella Artois, produzidas pela cervejaria instalada na Capital, eram feitos por funcionários da fábrica e de duas empresas que prestam serviços de logística à fabricante.

 

A execução dos crimes contava com a participação de empregados que atuavam em funções de conferencistas, porteiros, motoristas, ajudantes de motorista, carregadores.

 

O grupo envolvido desviava as cargas que eram devolvidas por clientes da cervejaria. Para isso, era falsificada uma declaração pelo conferencista e o porteiro da cervejaria confirmando que houve a entrada dos lotes de cervejas na fábrica.

 

Em seguida, as cargas das bebidas eram desviadas aos receptadores, um deles é uma distribuidora localizada na Avenida Arquimedes Pereira Lima, no bairro Jardim Renascer.


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Levantamento feito pela fabricante de bebidas, a partir do sistema de controle de inventário, apontaram um prejuízo estimado em quase R$ 12.800 milhões. Os números foram apurados no inventário mensal dos anos de 2021 e 2022.

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