Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Drex não é 'simples moeda' e terá mesmo impacto do Pix no sistema financeiro, diz coordenador

Coordenador do projeto no Banco Central falou sobre potencial do Drex para democratizar acesso da população a serviços financeiros

Drex não é 'simples moeda' e terá mesmo impacto do Pix no sistema financeiro, diz coordenador
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Fabio Araujo, coordenador do Drex no Banco Central, afirmou que o projeto poderá ter o mesmo impacto no sistema financeiro que o Pix teve no setor de pagamentos do Brasil. A expectativa é que a moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) tenha um papel para democratizar o acesso de brasileiros a diferentes investimentos.


Durante sua participação no evento NFT Brasil, Araujo destacou que o Drex "vai além de uma moeda. É um passo além. Quando fala em CBDC, as pessoas pensam em tokenizar o papel moeda e usar. Mas o questionamento que fizemos foi: 'pra que fazer isso se já tem o Pix?'. O que percebemos foi que a tecnologia tem outros potenciais melhores".

A ideia é que bancos e instituições de pagamentos consiga "trazer os serviços para esse ambiente. Precisa ter um ambiente com Banco Central, bancos e instituições de pagamentos, servindo como uma ferramenta de liquidação para os serviços financeiros da economia".

Segundo Araujo, "o Drex tem como ponto focal o fomento a novos modelos de negócios e a democratização de acesso a serviços financeiros. A grande vantagem é a programabilidade, que facilita na criação de novos serviços e reduz o custo. E tem o depósito tokenizado para resolver questões macroeconômicas".

Drex, Pix e Open Finance

"A CBDC tem uma quebra de paradigma muito grande. E tokenizar ativo que as pessoas já sabem usar no dia a dia facilita muito", ressaltou. Ele pontuou ainda que o desenvolvimento do projeto faz parte de uma agenda de "inovação e democratização de serviços financeiros" que envolve ainda o Pix e o Open Finance.

Se o Pix "dá trilho comum e relação digital" no mundo dos pagamentos, o Open Finance tem como foco o sistema financeiro, quebrando "silos informacionais". Já o Drex trará a programabilidade e eficiência em contratos. "O Drex quer fazer para os serviços financeiros o que o Pix fez para os serviços de pagamento", resume.

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"As pessoas hoje basicamente só investem na poupança. Precisa dar uma experiência de usuário para facilitar que as pessoas tenham acesso a ativos mais rentáveis e mais seguros. Precisamos dar um suporte a modelos de negócios inovadores. O mercado financeiro está desenvolvido, mas as pessoas estão apenas na porta de entrada, precisamos facilitar isso", diz.Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;

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Araujo explicou ainda que o Banco Central "vê o Drex como plataforma. O Banco Central não oferece serviços. É onde o mercado vai poder fazer os serviços e prestar serviços de crédito, investimentos, seguro".

Fonte: João Pedro Malar Repórter do Future of Money l Exame

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