Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Empresária que matou entregador tenta revogar suspensão da CNH

No dia dos fatos, ela estava embriagada e conduzia um veículo HB20

Empresária que matou entregador tenta revogar suspensão da CNH
Foto: Arquivo Colíder News
A empresária Atenize Correia Gomes Silva, 38 anos, pediu revogação das medidas cautelares após ter sido liberada por atropelar o entregador Wesley Araújo Kaufmann, de 23 anos. Ele morreu na madrugada do dia 11 de outubro do ano passado no bairro Parque Atalaia, em Cuiabá. A principal delas é a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

Ela também está proibida de consumir bebidas alcoólicas e de frequentar bares e locais semelhantes. 

Em decisão proferida na última terça-feira (27), o juiz Moacir Rogério Tortato, da 10ª Vara Criminal da Capital, entendeu que não compete àquele juízo deliberar sobre a revogação das cautelares, uma vez que foram impostas no âmbito de outro procedimento judicial, sob responsabilidade do Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz das Garantias. Assim, o pedido foi remetido ao juízo competente para apreciação.

De acordo com a Polícia Civil, o acidente ocorreu por volta das 2h, nas proximidades da nova ponte que liga Cuiabá a Várzea Grande. Wesley conduzia uma motocicleta Kawasaki Z650 RS, de cor verde, quando colidiu com um veículo Hyundai HB20 branco, conduzido pela empresária, que apresentava visíveis sinais de embriaguez no momento do ocorrido.

A Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão em flagrante da motorista ainda no local. Submetida ao teste do etilômetro, Atenize apresentou índice de 0,71 mg/L de álcool no sangue, valor que configura crime de trânsito conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) assumiu a ocorrência e realizou os procedimentos necessários, incluindo a liberação do corpo da vítima.

Durante a audiência de custódia, a Justiça considerou que a empresária possui bons antecedentes criminais e é mãe, além de destacar que, naquele momento, não havia elementos suficientes nos autos para definir com precisão a dinâmica do acidente. Diante disso, foi concedida a liberdade provisória, com imposição de medidas cautelares, entre elas a suspensão da CNH até o final do processo. 

O caso segue sob investigação para o completo esclarecimento das circunstâncias do acidente. Paralelamente, a defesa de Atenize ingressou com pedido para revogação das medidas cautelares impostas após a audiência de custódia. Contudo, o requerimento não foi analisado quanto ao mérito.
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